foto Wladmir Togumi

Há seis anos estou nas corridas de aventura, e nesse final de semana foi minha estréia.

Convidada pelo Caco, meu treinador para correr com a equipe Selva, uma das melhores equipes de aventura do Brasil a primeira etapa do Hyundai adventure. De um lado o sonho concretizado e do outro o peso da responsabilidade. Esse conflito alimentou a minha ansiedade durante toda a semana que antecedeu a prova.

Saímos de São Paulo na sexta feira super tarde, o Alã e Geraldo com seu carro novinho passaram em casa para me buscar, pegamos o Caco e fomos. Dormimos em Santos na casa da minha irmã Dri. Sofás, pufes, sala e quartos ocupados, a turma da bagunça estava completa.

A equipe: Alã, Caco, Duda Bley e eu…ai meu Deus! Selva “Mangueira” na versão verde e rosa. Bikes entregues no Pc, aue com amigos na largada de uma prova que seria diferente de todas tantas outras que eu corri, dessa vez, provavelmente eu não teria tempo para cantar.

Sob um sol intenso que já anunciava que o calor viria sem medo, largamos correndo. Avisei os meninos que seria melhor eu largar rebocada. “Já Luli?” e eu olhava para o Quasar Lontra “Claro, também quero!” Nos primeiros três quilômetros que nos levavam ate a bike, fomos num ritmo muito intenso, e eu nesse percurso rebocada ora pelo Caco, ora pelo Alã não parava de pensar “ Ai meu Deus não sei se agüento esse ritmo ensandecido.”

Foi só entrar na bike para ficar mais tranqüila, seguíamos na bota da Lontra, num ritmo forte, mas ali eu já estava conseguindo respirar. Trecho de asfalto, e eu sempre no vácuo dos meninos, fomos assim ate o Forte e a estratégia de pedalar com firma pé fez com que saíssemos da transição embolados em primeiro para o trekking.

Assim seguimos com os primeiros de cada modalidade; duplas, solos e quartetos entramos na água para remar sit on tops. Eu sai na frente tentando não deixar abrir. Não demorou muito o Caco passou e já clipou o meu caiaque no dele. Momento da prova que me emocionei. Olhando meu treinador remar ali na minha frente eu pensava :” Porque passei esse tempo todo pedindo ajuda a Deus, se o meu porto seguro, estava ali, tão perto?!” “Deus nada pessoal, mas dessa vez estou bem protegida.” Impressionante a calma, tranqüilidade e segurança que o Caco consegue passar para a gente. Contornamos a ilha pegamos o Pc e seguimos para a transição seguinte na praia.

Dali a gente entrava para um trekking mais pesado, com subidas e descidas íngremes e um pouco mais de navegação. Duas hesitadas e a Lobo Guará estava por perto. O tempo inteiro eu fui rebocada, o Duda e o Alã foram revezando essa dura tarefa; arrastar e menina da equipe.
Caiaque novamente “ Bora remar de volta para o Forte”. Mesmo esquema: rebocada pelo Caco. Muito bem recepcionados por todos os nossos amigos que acompanhavam a prova de perto, chegamos no Pc da bike, com palavras de incentivo da Cris e da Dri foi fácil seguir para o trecho final da prova.

Erramos a entrada para o rapel no morro do Maluf, consertado o erro Alã e Caco entraram nos verticais, Duda e eu descemos o morro com as quatro bikes. Juntos novamente, pedalamos unidos ate o pórtico. Cruzamos em segundo lugar! “O primeiro ganha, o segundo é o primeiro perdedor e o terceiro não sei porque veio.” (risos) Comentário do Geraldo, que cuidou muito bem da gente pré e pos prova! Obrigada amigo!

Obrigada`a equipe Selva; Duda, Alã, Caco, foi sensacional correr com vocês. Muitos me perguntaram se foi difícil acompanhar a equipe; “Rebocada e sem mochila? Eu estava no paraíso!”
Obrigada Kailash, Ciclo Caravelle, Neaf.
`A todos amigos Selva que estavam por la e os anjos da guarda de plantão; Dri, Cris e Malavolta.
Nessa competição quem cantou por mim foi meu coração, feliz, não parou um segundo. Estar ali entre os primeiros, protegida e incentivada por todos foi emocionante.