foto Ale D’Amaro

Depois de três horas de estrada para chegar de Campos a Campinas e com a perna ainda quente do pedal de 100k do dia anterior (vide relato da Audax) chegamos no Swiss park, o condomínio aonde seria a prova da Claro.

Dessa vez não estava de mountain bike, a loira aqui levou uma prova para entender que categoria mountain bike não necessariamente quer dizer que você deve estar pedalando uma.

As duas Flower People eram elite (sim, vocês ouviram direito, e sim, nos sabemos que temos que nascer de novo para pedalarmos próximas a Elite) Eu pelo menos estava na modalidade certa, rs. A Dri pedalava na elite estrada. Certo? Sim, sem saber mudar de marcha e sem bike. (A que ela estava era emprestada pelo Djalma da Ciclo Caravelle. )

Largamos no fundo do pelotão de elite. O circuito da prova era de aproximadamente 15km, e era feito de subidas e descidas, nada plano. Isso já era sabido, e para a gente estava tudo ótimo. O calor chegou arrebentando. O Sol? Aquele sol de campinas, nem precisa dizer mais.

Primeira volta fomos fortes, segunda mantivemos, na terceira a Dri já não conseguia disfarçar a dor que estava na lombar. Por mais que ela tente, as horas que temos juntas em cima da magrela nos tornaram cúmplices, uma sabe o que a outra pensa. Assim pedalamos a terceira e a quarta, brigando com um fantasma. Adriana saiu de uma dengue há uma semana, estava resfriada e lutando com a dor que sentia na lombar, pedalando em uma bike nunca por ela pedalada.

Na quarta me despedi da minha amiga, com o coração partido, continuar sozinha com alma de corredor de aventura, é duro. Só a deixei ali, porque o circuito era fechado e dali a pouco poderia ver como ela estava. “ Dri, vou pedalar por você!” Pedalei as duas ultimas voltas com o gás que tinha para descidas e retas, mas nas subidas já estava faltando fôlego.

Pedalei pela Dri, e pedalei também pelas três criaturas da organização que gritaram incentivando a gente a prova toda. E quem estava lá, sabe bem do que eu estou falando. Toda Santa volta no final de uma das subidas, perto da rotatória do relógio, lá estavam eles, meus fieis incentivadores, com a camiseta vermellha da Claro, não pararam de comemorar um minuto. E na sexta volta agradeci com todo o meu coração e deixei que soubessem “ Pedalei pela minha parceira e por vocês, sem vocês não estaria aqui, muito obrigada por perderem a voz por nossa causa!” com os olhos cheios de água cruzei o pórtico.

E fui tratar de achar minha irmã, para tirar a medalha do meu pescoço e por no dela.
Valeu Dri! a garota elite em superação. Obrigada pela companhia impar no final de semana!