Foto Fabio Piva
Na hora do almoço sentei na mesa com celebridades do montain bike Helio Souza, Vando e Odair; e já fui perguntando;
“Qual será minha estratégia para a segunda bateria?”
“Sair forte e continuar forte.” – Vando
“Sair forte e continuar forte.” – Odair
“Sair forte e continuar forte.” – Helio
“Mas e se eu quebrar na segunda volta? Posso dosar o esforço?”
“Em prova muito curta assim, você não tem o tempo de recuperação, já tem que sair forte…” Vando
“Uma hora o sofrimento acaba!” Odair
Bom quem sou eu para discutir com os campeões…Estratégia montada!

Antes de largar olhei para Andrea e ela;
“E ai, vamos dar um show de novo?”
No microfone do Cadu, anunciamos que a segunda parte da disputa estava começando.

Meu show particular começou na largada; dessa vez eu não consegui clipar o pé até a metade da primeira subida! Fala sério, o que é o psicológico! Fui ultrapassada por quase todas, e não consegui recuperar até o final da subida, entrei na primeira curva em oitavo.

A Manu Vilaseca saiu como um tiro, a briga dessa vez ia ser geral. Tentei focar e finalizar o downhill, curvas e wall ride, com a cabeça no lugar. Esperar a hora da pista abrir para poder ultrapassar. Na primeira subida pedalei forte e recuperei a sétima posição, ficando atrás da Andréa minha grande rival.

A Andréa atacou forte e passou a Manu, eu sem fôlego, pensava;
“Não posso deixar a Andréa escapar.”
Usei a ultima energia que tinha antes de entrar no bosque consegui ultrapassar a Manu. Agora era ficar colada na Andrea e tentar passar.

Em uma das voltas, na subida, resolvi atacar, o publico vibrava, todos queriam ver o prometido duelo. E assim foi. Tive glória por apenas alguns metros, doce ilusão que deixaria minha oponente para trás. Ela investiu e com sua torcida particular me deixou novamente para trás.

Colada na roda dela e ouvindo dessa vez a minha torcida;
“Buzina, buzina que ela sai da frente!”
“Vai Barbie ta perto, pega ela!”
“Vai Penélope ataca!”
Quando muito eu tinha energias para buzinar e fazer vibrar a torcida que tanto me animou e apoiou.

E eu achava que fazia prova longa. Prova longa é um sprint de 20 e poucos minutos.
Meu Deus! Que eternidade! Vinte minutos mais longos da história! Isso sim é que foi prova longa.

Mais uma vez cruzei o pórtico um segundo atrás da Andréa. Antes do abraço final que selaria nossa amizade, caiu uma para cada lado, mortas e esbaforidas pela batalha.

No final do dia, Deus nos presenteou com sua melhor medalha;
A Lua, redonda, cheia e dourada nascia no horizonte. Deixando a nossa disputa particular com gosto de medalha de ouro!

Obrigada à todos que estiveram presentes e proporcionaram esse final de semana delicioso.
Bob, organização impecável da prova, nível internacional, astral e energia maravilhosos.
Todos Staffs e organização da prova, também foram meus técnicos honorários de plantão!
À todos que estavam lá competindo, especialmente à brava mulherada.
À Kátia Andréa pela animada disputa.
À Toda divertidíssima equipe de mídia.
Ao Rafa que topou ir lá conferir a prova e engrossar a torcida.
E meus fiéis patrocinadores; Rocky Mountain Portugal e Cofides.