Difícil escrever sobre um ícone. Renata Falzoni, não precisa de apresentações, nem significados ou títulos.

Fui com meu irmão e Malavolta para a praça do ciclista, aonde com vários bikers e a homenageada seguimos para a câmara dos vereadores.
Ciclistas e Cicloativistas de peso: Arturo Alcorta, Teresa d’Aprile, Tiago Benicchio e por aí afora. Só tinha peixões, e mesmo sobre duas rodas eu estava me sentindo fora do aquário.

Renata, ao receber a medalha Anchieta e homenagem aos mais de 30 anos de luta pelo espaço da bike, deu um discurso inflamado e com a sua cara.
Humildemente dividiu o título com todos os que estavam no salão nobre.
“Isso é símbolo de uma batalha nossa, uma luta de todos!” aproveitou o momento para continuar o que faz há tempos;
“A ciclo faixa é só um começo, apenas um começo. Bike como lazer também é ótimo.”
E repetiu “A ciclo faixa é só um começo.”
Percebia se que a fala alta vinha do fundo do coração. Como se o mundo pudesse ouvir, soltou a voz: “Bike = meio de transporte sustentável!”
É isso! Pensei. Temos que gritar juntos, o planeta tem que assimilar.

No pedal de volta para casa, minha cabeça girava mais do que as pernas.
Não conseguia parar de pensar de que maneira poderia fazer minha parte para ajudar nossa cidade, ajudar a difundir o uso da bicicleta como meio de locomoção.
Eu, no meio daquelas pessoas batalhadoras, amantes que de maneira austera lutam pelo espaço da bike na cidade de São Paulo, me senti como a ciclo faixa; apenas um começo.

Viva Renata Falzoni!