Minhas lágrimas já começaram a correr na largada do terceiro dia da DBR.
Eu trabalho com eventos, já deveria estar acostumada a lidar com a situação. Mas não! Ver a DBR ser planejada, tomar forma, fazer parte disso e de certa forma ser também responsável pelo resultado final teve um peso diferente nas minhas emoções.

Muitas pessoas me perguntavam se eu não queria estar pedalando. Pela primeira vez que trabalhei numa prova, não tive vontade de pedalar.

Não trocaria uma boa trilha por estar na entrada do curral e ver todos os atletas ansiosos e felizes na expectativa de mais um dia. Não trocaria um singletrack pelos sorrisos e realização de cada bttista ao cruzar a meta.

Ver e poder abraçar a Cristina Gushiken que chorava de emoção ao completar sua primeira prova em estágios.
Dividir essa terra maravilhosa com todos os brasileiros, Bob Nogueira, Wanderson, Rafa, Flavia, Ariel, Monica, Gabriel, Renato, Humberto, Raquel, Régis, Inês, Cristiane e o brasileiro “torto”Emmanuel.
Dividir trabalho e responsabilidades com a minha amiga Bia.

Me emocionar, como todos os atletas, com o “cão todo terreno” que percorreu o estágio mais longo da DBR.
Dividir com o staff da prova tensão, emoção, reforçar a amizade com uns e fazer novas amizades com outros.

Derramar lágrimas ao ouvir o discurso do João Marinho no término da prova.
Derramar lágrimas e mais lágrimas ao ouvir uma incenssante salva de palmas logo após tal discurso.

Foi possível ver a alma da DBR ali.

Naquele momento o sonho estava concretizado.
Naquele momento o sonho deixou de ser só nosso.
Não trocaria por nada. Nada mesmo.

FOTOS LUIS LOPES