Como sabíamos que o quinto e ultimo dia de expedição seria tranquilo, pois seriam apenas vinte e poucos quilômetros, aproveitamos para tomar aquele cafe da manhã.

Curtir um pouco o hotel e dar uma voltinha turística em Pinhão. O João foi me mostrar a famosa estação de trem que tem seus azulejos pintados a mão!

Na saída do hotel o recepcionista perguntou nos como estava sendo a nossa viagem remando e disse que tentara fazer o mesmo há uns anos atras e não conseguira por causa do vento.

“Realmente nos fomos alertados por muitas pessoas sobre o vento que sopra as tardes no Douro, mas na nossa viagem felizmente não encontramos com ele”.

Naquele momento foi como se tivesse invocado Eólo, quando começamos a remar, o Deus do vento se manifestou com uma forca para gente ate então desconhecida.

Nos dois tínhamos ataques de riso, e tentávamos inventar teorias para aquelas condições do tempo.
Poderia ser para que valorizássemos os dias antes vividos de um Douro manso e pacifico.
Ou quem sabe a natureza não quisesse ver a gente partir, e o vento era a mais pura manifestação dessa vontade.
Ou mesmo da nossa vontade.
Talvez adicionar um pouco mais de aventura a expedição.
Seria aquela ventania fruto do nosso próprio desejo?
A gente não podia parar de remar porque se o fizéssemos o caiaque começava a andar para trás.

Nossa previsão para chegar na barragem da Régua já tinha ido literalmente por água abaixo.
Três horas depois encostamos no cais na frente da eclusa e resolvemos esperar o barco das 5 hs que nos daria “carona” para baixo. Não sabíamos que ele havia cancelado e não haveria mais eclusagens no dia. Nuno Lobo um gentil senhor que opera o movimento das águas se dispôs a nos dar carona ate a Régua, já que teríamos que abandonar o Svalbard ali no cais, e ainda fez questão de nos mostrar o funcionamento da eclusa! Muito legal!

Sem poder remar os 3 km finais, termina a nossa expedição.
Claro que brindamos com vinho ao jantar no hotel, mas essa parte da história é secreta!
O brinde?
Foi à nossa próxima expedição.
Pra onde?
Não sei, alguém tem alguma sugestão?

Aproveito o fim da expedição mais uma vez para agradecer a SIPRE, fabricante do caiaque, que gentilmente emprestou nos o Svalbard. A experiência não podia ter sido melhor, graças ao caiaque que deslizava do jeito que havíamos sonhado!

João, obrigada por alinhar em tudo sempre! Nunca tinha remado e batizou se logo com 200 km…se contar ninguém acredita! Parabéns Português, que venham  muitas outras!