Confesso que acordar segunda feira, dia seguinte a maratona e saber que teríamos que regressar pedalando para Amsterdã não me agradou de imediato. Se seguíssemos o mesmo caminho que tínhamos feito na vinda levaríamos 100 km.

“João será que nós não demos muita volta para chegar aqui em Roterdã?” _ perguntei com base nos dados de pesquisa que tinha feito no google maps para descobrir a distancia entre as duas cidades.

Foi animador descobrir que o caminho que fora feito para Rotterdã não seria parecido com o  rotorno para Amsterdã. Mais bacana porque conheceríamos outras paisagens, e o melhor; teríamos que pedalar apenas 65 km.

João conseguiu baixar no gps a rota para voltarmos, diferentemente da vinda que tínhamos apenas uma noção aonde ficava a cidade e viemos pelo “cheiro” em todas as ciclovias que nos levassem ao destino final, dessa vez não tinha o que se enganar, era só seguir o percurso calculado pelo pequeno computador de bordo. Alta tecnologia!

Saímos a tarde de Rotterdã, a noite estávamos em Amsterdã.

Nos dias passados no país da tulipa, nossa tandem rodou quase 200 km, muitos deles com o atrelado atrás chamando atenção dos próprio holandeses. João, piloto oficial do nosso transporte duplo, foi sempre uma companhia impecável, talvez porque só ele tenha feito força (brincadeirinha). Muito obrigada por esses dias incríveis no “tandão”, Português!

No dia seguinte, o ultimo de dia viagem, a despedida da tandem foi pelas ruas de Amsterdã com direito a paradas em todas as lojas de bike possíveis e imaginárias.
Ver tantas biciletas para qualquer lugar que se olhe, acaba por nos contagiar com mais amor pela bicicleta. Apaixonei pela bike na versão estilo de vida, como um meio de transporte sustentável.

Enquanto João dirigia, eu ia no banco de trás apenas ajudava a pedalar de leve, sem nenhuma preocupação em saber para aonde íamos, apenas curtia o visual. Estar no meio de tantas outras bikes, de pessoas vestidas para o trabalho, mulheres de salto, crianças com bolas presas as bikes indo praticar esporte, senhores, pessoas falando no celular, me senti integrada naquele mundo.

A bike em Amsterdã vem em primeiro lugar. Talvez seja mais seguro para um turista sair pela cidade de bicicleta do que a pé. Nas ruas tem carros, bondes, bicicletas. A mão certa das bicicletas em algumas ruas é na contra mão, alguns lugares a faixa de bikes tem dois sentidos.

É tão seguro pedalar que não se vê uma pessoa usando capacete, confesso que achei esquisito, e ao invés de abandonar meu capacete, acabei comprando mais um, todo colorido!

Volto para casa contaminada pelo transporte sustentável sobre duas rodas esperando conseguir passar essa epidemia adiante. E você, vem nessa com a gente?