A saga continua. Isso mesmo, vocês pensavam que eu me renderia no episódio da Serra da Aboboreira? Que nada! A nossa ficção cientifica continua e com ela, nosso personagem pricipal o mutante:

“Não,não, não! Não é assim, que voce deve fazer um downhill.”
“Nao???”

Eu, que ate aquele momento, me achava a rainha master detendora da melhor técnica de downhill do universo descobri que tudo o que eu precisava era aquele aparelhinho pretinho do agente K do M.I.B., sabe? Aquele tubinho pretinho que tem um flash todo poderoso que apaga a memoria do indivíduo? Então; tudo o que eu sabia, toda aquela abundante técnica que eu me gabava deveria ser esquecida, pois estava absolutamente TUDO errado!

CAPÍTULO DE HOJE: A SERRA DO MARÃO

Como a serra da Aboboreira, a do Marão também detém as torres eólicas, aquelas que ficam no topo da montanha, lembram?

Não que eu não tivesse saído preparada psiologicamente para elas mas agradeci muito a São Pedro o tempo nublado. Primeiro porque nem que eu quisesse veria os malditos cata-ventos gigantes e depois porque o calor tinha dado uma trégua e isso num percurso de 90 k faria toda a diferença.

Eu ainda não sabia que as inimigas da etapa já me rondavam naquele instante.

Lá fomos nós, a dupla estáva muito afinada. Depois do primeiro capítulo sabíamos que para sobrevivermos as nossas diferenças (o relacionamento de uma mortal com um mutante) tinhamos que fazer uns pequenos ajustes para que as horas de pedal se transformassem em horas de prazer. Claro que depois de 8 horas em cima da bike, isso ficaria inviável, mas naquela altura a gente ainda não sabia disso.

Eu estava com outro pique, me sentindo bem. Nas subidas mais potentes me agarrava na mochila do Jony e lá ia puxada por ele montanha acima. Assim íamos dividindo e apreciando as belezas do caminho “Que Lindo!”.

 

É incrivel como três montanhas tão próximas podem ter personalidades e características tão diferentes. O Marão tem escala monumental, a montanha nos marca pela grandeza de seus paredões de pedra. Antagonicamente ao mesmo tempo que faz sentir nos pequenos, nos torna donos do mundo. No topo, com o som imponente da pá eólica cortanto o vento é possível ver o horizonte desaparecer. Lá estamos sós e inteiros, de alma cheia.

 

Depois de apreciar a vista e de fazer mais uma produção fotográfica era hora de descer. É nas descidas que como eu, os nossos heróis descobrirão em setembro as verdadeiras inimigas da etapa: as Pedras! Se você tem treinado pernas para a DBR, eu posso te emprestar o aparelho do agente K! Você precisa é treinar braço!

 

Depois de mais de oito, nove horas acumuladas em cima da bike, para quem já passou sabe que é hora de começar a alucinar. Eu não aguentava mais andar com aquela britadeira na mão. Torcia para que chegassem as subidas porque as descidas eram impiedosas. Foi ali que houve um concenso mutante-mortal e o voto mortal prevaleceu; cortamos da DBR uma descida por uma trilha corta fogo cheia, mas cheia de pedras e muito íngrime. Na verdade eu acho que o Jony cedeu porque senão teríam que ser instaladas redes e bolsões para segurar os atletas que ficariam pelo caminho.

Após doze horas de trabalho terminou nosso passeio. A primeira etapa da DBR 2012, a Serra do Marão, pelo menos para mim era história, mas não o final dela, ainda tínhamos mais 90 k do capítulo final; o Alvão.

Dicas para etapa; treinem braços e preparem-se para sofrer. Para uns o sofrimento chegará primeiro, para outros um pouco depois, mutante ou mortal você VAI SOFRER e isso não tem negociação.

Ah! No dia 14 de setembro, quando você estiver descendo por um caminho paradisíaco lindo em asfalto lembrem se de me agradecer!