O briefing da véspera do dia de competição deixou meus ânimos acesos; a prova prometia! Primeiro porque existiam possibilidades diferentes de caminhos e estratégias, depois porque estávamos na terceira colocação e se tudo seguisse conforme o desejado conseguiríamos manter a posição.

Equipes concentradas nas dunas perto da praia prontas para a largada de trekking. Logo de saída existiam duas opções de caminho, a segunda que contornava por dentro o morro do final da praia, e não pela costeira, era a minha aposta. Minutos antes da largada o Paulinho, navegador da nossa super equipe decidiu que ignorar as curvas de nível seria uma boa opção.

Dada a largada todos saíram correndo para o mesmo lado, nós seguimos para o oposto como planejado e fomos em ritmo forte para o PC1. Fuca a nutricionista da turma ia controlando a hidratação e alimentação da equipe, Paulinho seguia focado no mapa responsável pela navegação, o Neto cuidava do Paulinho (esses irmãos tem uma ligação incrível).

Jogamos com a sorte ao escolhermos a estratégia de seguir pela direita, poderia dar muito certo ou muito errado, mas como tinha dito Marthinha na véspera: “Os Skaf tem estrela.” e a sorte estava do nosso lado quando batemos na praia e vimos que éramos a primeira equipe me deu um alívio enorme.

Não demorou muito as equipes 17 e 6 que na minha opinião disputariam a primeira colocação logo embolaram com a gente, levando nossa sorte embora; no mapa existia uma estrada que imaginávamos que nos guiaria muito rápido ao PC seguinte. Que nada! As três equipes ficaram batendo a cabeça e tentando correr no areão das dunas. Era possível escutar o mar e sonhar com a possibilidade de estar correndo na beira da água…mas corrida de aventura é assim! O mapa aceita tudo, a realidade é diferente!

Quando chegamos no PC2 com várias outras equipes foi aquele banho de água fria. Lá se foi nosso terceiro lugar! “Não! Bora equipe ainda temos muita prova pela frente!”
Special test: SLACK LINE a equipe só seria liberada depois que um dos integrantes da mesma passasse pela fita bamba. No começo todos tentamos, mas Paulinho foi o que mostrou ter mais habilidades de equilibrista, então foi o eleito para tentar até finalmente conseguir liberar nos para a etapa seguinte a corrida: bike!

Juntos os quatro seguimos na estrada focados em tentar recuperar o tempo perdido. Após o PC 3 virtual tínhamos que pegar uma trilha bem manhosa a direita. Quando descíamos o downhill técnico a equipe 6 estava atrás da gente novamente. Ótimo sinal! Não durou muito e passaram novamente.

Na transição chegamos em terceiro da geral. Ufa! Recuperamos no trecho da bike as posições perdidas no primeiro trekking, agora era remar e administrar a colocação. Logo quando entramos no rio começou a cair uma chuva torrencial. Indescritível o visual do canal de água margeado pela vegetação verde do manguezal, iluminado pela claridade, tudo texturizado pelos pingos que caíam.
A chuva trouxe paz de espírito.
“Fuca, olha esse visual!” _ maravilhada quase deixava de remar.

Você aí esta se perguntando “Fuca?” “Eram duas meninas remando juntas?”
Pois é, bem que me avisaram que não seria nada fácil correr com árabes, até os próprios já tinham me prevenido que nós iríamos ter que carregar mochila e lavar a roupa deles durante a prova. Antes eu tivesse acreditado!

Mas voltando ao remo, seguimos fofocando e curtindo o visual. Depois da tempestade, o sol até mostrou a cara. Eram 9 quilômetros de remo numa pazada só. Seguimos com nossas duplas equilibradas, era possível enxergar a equipe da frente (Marcelinho, Igor, Marina e Hadi) e também a de trás (Ste, Rafa, Diogo e Ricks) mas com uma distancia não ameaçadora.

Saímos do remo e entramos na parte mais divertida e exigente da prova; uma travessia. No começo tentamos procurar a parte em que o banco de areia estava mais alto para tentar atravessar andando, mas a areia era lodo, aquele lodo fácil de perder o tênis (né Neto?) A gente tentou nadar, empurrar com os pés, com as mãos, de costas, e cada um foi da maneira que achou. Equipes continuavam no campo de visão.

Após a “hidroginástica” saímos da água revigorados para o última corrida da prova, seguimos de volta a praia de Jurerê. Fomos a terceira equipe a cruzar o pórtico de chegada. Recepcionados pela organização e pelo reitor da faculdade.

Parabéns a Academia da Faap por mais uma organização do Ecoadventure. É um orgulho ter estudado em uma faculdade que incentiva o esporte de aventura, forma atletas e pessoas apaixonadas pelo esporte.

Obrigada Skaf s foi muito divertido correr com vocês, mesmo tendo que lavar roupa suja (hihi). Fuca, guerreira e companheira, valeu!
Igor, Rafa, Ste, Diogo, Bia, Marcão, André, Marcelinho, Marina, Ricks, Martinha, Pedrinho, Hadi, Bruno, Amanda…. é uma honra competir “contra” vocês durante o dia e ainda poder curtir uma balada vespertina divertidíssima. Ano que vem tem mais!