Lá fomos nós para a Ilha do Araújo, Diogo, Igor, Marina e eu. Minha amiga Dani, dona do paraíso tropical localizado na segunda maior ilha de Paraty, não usaria a casa no final de semana e gentilmente emprestou para a turma da aventura.

Para chegar na Ilha é preciso fazer uma pequena travessia. Quando o telefone do encarregado do barco não respondeu, começamos imaginar que a nossa aventura seria precoce.

“E agora como chegar na Ilha?”

Mas a angústia não durou muito. Na marina onde estacionamos o carro deparamos com dois caiaques duplos “dando sopa” e nós com três remos nas mãos! Idéias, especulações, risadas e euforia: “Vamos roubar os caiaques!”

Mais que depressa colocamos as embarcações na água e enquanto os meninos remavam, Marina e eu íamos  na frente nos equilibrando com as malas no colo.

Quando deixamos as luzes do pier para trás nos envolvemos com o céu negro estrelado, fez todo o sentido o Adailton não ter atendido o telefone. O mar estava um espelho e a madrugada silenciosa. A ilha crescia à medida que nos aproximávamos a escuridão densa da mata atlântica nos recebia.
Terra firme! O final de semana prometia.

(Calma! Os caiaques foram devolvidos. Na mesma madrugada, após a travessia Igor e Diogo voltaram remando um dos caiaques da Ilha e deixaram os dois caiaques “roubados”de volta na marina.)