Pequenas cidades e lugares remotos são destinos que mais me conquistam; El Chaltén capital nacional do trekking argentina. Nem precisa dizer mais né? Um vilarejo aos pés das montanhas, paraíso de aventureiros. A melhor época para ir não coincidiu com nossa disponibilidade, maio é o começo da temporada de chuva e neve. 
Antes mesmo do ônibus parar na rodoviária, o centro de turistas recebe os visitantes e além das dicas de trilhas uma aula de respeito à natureza também faz parte da recepção de boas vindas.
O menu do dia seria a laguna Torre, não que estivesse o melhor dia para isso. O trekking era de aproximadamente 9 quilômetros. A natureza exuberante impressiona, e as cores do outono criam contrastes diferenciados.
Não é preciso guia para conhecer as diversas trilhas desse paraíso natural, apenas boa disposição. Tudo muito bem sinalizado e conservado.
O dia estava cinzento. Aí você me pergunta; e o tal do pico famoso chamado Fitz Roy. 
Eu te respondo “Depois de caminhar por 2.40 h ter que enfrentar um vento que nos arrastava para trás para ver uma lagoa cinzenta em meio a uma névoa e nenhuma montanha ao seu redor…Fitz Roy é lenda!”
Na hora de voltar me desprendi da companhia mexicana e segui correndo sozinha, aproveitando a brecha para um treino. Sem maneiras de me perder fui curtindo o caminho ora parava para observar os detalhes da imensidão ou escutar o silencio. Isso sim se chama conexão!

El Chaltén aguardava para um banho quente e um jantar regado a uma boa Coca-Cola e família. Fitz Roy, o senhor não me escapa. Até amanhã!