Largamos! A Dri estava impossível, eu tentando acompanhar atrás:
_ “Dri, vamos desencanar e ficar no fundão de novo? Assim pelo menos teremos musica.”
Como uma boa dupla esperamos os retardatários passarem a gente, mas realmente estava impossivel permanecer ali, nossa prova agora era outra, nosso ritmo estava afinado.

O quarto dia foi o dia que finalmente aprendemos a competir e entramos no ritmo de prova, depois que entrei no vácuo da Dri, seguimos forte.
_ “Vai Luli, entra ai e bora ritmar.”

Assim alinhamos e a partir daí fomos passando um a um novamente.
Depois que o corpo acostumou com a cadencia rápida das remadas foi ficando mais fácil.
Aprendemos inclusive a ser rápidas na transição e o tempo da parada obrigatória foi cumprido sem um minuto a mais, nos 14 minutos e 30 segundos já estávamos devolvendo o cronometro para organização.

Na segunda metade do dia, eu melhorei e consegui ditar ritmo e servir um pouco também de locomotiva. Nosso trem seguiu afinado até Dokkum.
Chegada em festa! A cidade estava lotada, era sábado, um festival estava acontecendo, barcos, pessoas, musica. Sob aplausos e muita torcida cruzamos a linha de chegada.

Foram sete horas de remada, mas nossas aventuras estavam apenas começando. Peter foi nos encontrar, a noite depois da premiação, que também foi na cidade em meio ao festival, ficamos na bagunça para ver o show animadíssimo de pop rock.

Ainda pegamos as nossas pranchas no meio da escuridão remamos para tentar chegar na parte vip (que era na água no meio do canal) e assistir o show na “primeira fileira” mas fomos barradas por um barquinho da polícia local que não nos autorizou passar e ainda nos escoltou até que saíssemos da água.

Mas o momento que entramos na água remando no escuro, ouvindo a música lenta do show mesclada com o barulho suave do remo que tocava a água…a cidade iluminada, os veleiros de madeira decorados com luzinhas delicadas. Ambas afastadas do barulho das pessoas, em um minuto de silêncio. Ali naquele minuto estávamos conectadas no instante e nenhuma policia acabaria com a nossa festa!

Por falar em festa…a caminho do nosso barco quase desistindo do show (porque ninguém dançava e ninguém animava) encontramos com nossos amigos da organização. Várias risadas e uma festa prolongada até a meia noite, afinal no dia seguinte ainda tínhamos que competir!