O último dia de competição tem gostinho contraditório; estamos a um passo de completar o desafio que parecia impossível e por outro lado isso representa o fim da convivência com novos amigos, fim de longas jornadas em cima da prancha.

Largamos aos gritos de animação. Antes mesmo de sair da cidade passamos por baixo de uma ponte, no meio dela sem perceber me levantei um pouco mais, suficiente para dar uma porrada com a cabeça na ponte. Eu que achava impossível se machucar numa competição de stand up paddle estava ali sentada com dor.
_”Dri bati a cabeça!”
_”Você quer parar?”

Resolvemos seguir. Pouco mais para frente tive a sensação que tinha aberto. Paramos então para que a Dri pudesse me dizer:
_”Abriu, mas não está fundo!”
Segui no vácuo da Dri com dor de cabeça por mais uma hora.

A parada no abastecimento foi um momento muito especial.
Ela era ao lado de uma ponte em homenagem a todos os esquiadores que completaram o “Elf Steden Tocht” (a competição centenária de esqui no gelo que passa pelo mesmo percurso)

A energia do lugar era impressionante. A história da competição encanta; em cem anos de existência apenas 15 edições aconteceram (a prova precisa que as condições sejam perfeitas para que o percurso de 220 k congele, e o gelo ainda tem que ter uma determinada espessura para que as condições sejam seguras)
A última edição foi em 1997. Todos invernos rigorosos são então uma festa na Holanda sempre na expectativa da Elf Steden Torcht!

A chegada foi comemorada com um pulo na água! A sup11city tinha acabado, os 220 k de incertezas e expectativas agora eram experiências, longos dias remados e mais um desafio cumprido!

Obrigada Dri por mais tantos dias de risadas e diversão. À todos os amigos e seguidores que acompanharam, incentivaram, torceram!
À nossos apoiadores New Balance, Suunto, Cofides, Ready4.