O Atravecity é uma mutação, não existe uma prova como a outra, pode um dia acordar gincana e no outro uma corrida alucinada. Sexta feira de chuva, sem luz, ruas alagadas, trânsito caótico as condições não deixavam dúvidas.

Com a chuva meus parceiros de açúcar me abandonaram, como isso não costuma ser um problema (sempre duplas se formam na concentração) fui para a largada com fé! 
À luz de velas o burburinho dos corajosos chegando se misturava com o barulho da água vinda dos céus.
Zé Mario, era o meu mais novo parceiro. Um artista que fábrica peças em couro customizadas artesanalmente (selins, manoplas, malas) para bikes. (Fan page da Sem raça definida aqui).
Atravecity Duas em uma, equipe Pink Dog inscrita.
A primeira era em dupla: a equipe deveria achar 5 PC’s que ficavam próximos à largada, deveriam seguir a ordem dos PC’s. Na segunda a dupla se separava em busca de mais 3 pontos, cada um por si.
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Endereços para mim desconhecidos, apesar de conhecer bem o bairro.
O Zé já começou abuscá los no celular. Foi difícil se entender com o aparelho, e várias vezes a espertinha aqui resolvia dar palpite e sempre escolhia a direção errada.
Pedalando por ruas escuras e molhadas, meu ritmo era mais devagar do que o do meu parceiro, mas a sinergia estava boa; estávamos nos divertindo para achar os 5 primeiros endereços, nossa classificação variava entre 4o e 6o lugar.
Na Praça Panamericana chegamos em 4o nas duplas. Hora da separação.
_ “Ze, eu não quero te segurar, você é muito forte e tem condições de recuperar muitas posições, vai embora!”
Sem muita certeza o meu parceiro saiu no sprint na busca solo pelos próximos pontos.
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A segunda parte ligava Praça Panamericana, Obelisco perto do Ibirapuera e Masp na Avenida Paulista. Ótimo passeio para aproveitar o clima natalino e apreciar a rua enfeitada. A quilometragem era longa, mas dessa vez pelo menos eu sabia o caminho e não precisaria de ajuda externa, só pedalar e curtir!
Com menos de duas horas de prova voltei para base em quinto da solo. O Ze chegou em segundo!
A premiação sempre surpreende, telas de Marcelo Siqueira “Cidade e Bike” ilustram as mais lindas pinturas, o espírito Atravecity; mesmo em meio ao caos é possível a mistura dos personagens.
Obrigada Tom, Becca e todos os staffs por mais essa!
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