Segunda edição dos dez quilômetros da Minnie. Dessa vez meu corral de saída era o E, ou seja com o últimos dos últimos.

Demorou mais de quarenta minutos depois da largada dos primeiros para sairmos correndo. Fazia muito frio, sorte que minha roupa de Sra Incrível estava ajudando.

Mais um ano que encontrei com meu parceiro de Disney, Rick, dessa vez ele largou na frente e combinamos que correríamos pelo canto esquerdo da multidão.

O lado ruim de largar no fundão é ter que desviar de todas as pessoas que tem pace menor, em compensação a diversão é que tudo é ultrapassagem.

Alguns quilômetros depois da largada nos achamos:
“Que pace é esse?”
“Hoje é dia de correr Rick, amanhã a gente tira foto com os personagens!” Me referindo a meia maratona que iríamos correr no dia seguinte.

Assim fomos ultrapassando a maioria dos corredores. O pace estava sempre acelerado e quando o meu ritmo caia logo ele tomava a frente e encaixava a velocidade novamente.

No ano passado largamos na elite, quando vc larga no primeiro pelotão fica fácil tirar fotos com os personagens da Disney porque poucas pessoas que correm no pace acelerado param. Como dessa vez tinha largado la trás, tirar foto significava sacrificar muitos minutos na fila formada pelos corredores, então a estratégia foi deixar os cliques para o dia seguinte.

Fechei a prova com 48, pace constante de começo ao fim graças a meu parceiro que em nenhum momento deixou o ritmo cair. Prova “Incrível”!

(Numero de finishers 10.949 sendo 6.309 mulheres)

21 quilômetros…

Na madrugada seguinte (sim para você que está aí; as largadas das provas da Disney são as 5 da manhã) felizmente demos um jeito de largar no segundo pelotão. Assim já saímos no mesmo pace dos atletas a nossa volta.

Sexto ano que corro nas terras mágicas do Mickey: já devia saber que não devo sair acelerada, mas não sei explicar porque (talvez seja a adrenalina de largada) sempre dou um passo maior do que a perna.
“Onde a louca vai?”

Perdi o Rick. Claro que depois dos 10 quilômetros meu ritmo já começou a cair e quando meu parceiro passou eu já não tinha mais condições de acompanhar.

Hora abençoada de parar para as tradicionais fotos: descanso merecido com Mickey, Pateta, bruxas e princesas.

Fui com musica nos ouvidos mas toda hora que passava por alguma atração dava um pause para o entorno. High five para os torcedores de plantão que chamavam e incentivavam: “Go, go Anna!”
Na Disney a brincadeira é levada a sério, é impressionante a quantidade de pessoas que correm fantasiadas.

Esses relatos serão sempre repetitivos; quando chega a Disney e o castelo da Cinderela:
“Ah o Castelo da Cinderela! Esse ano especialmente congelado pela minha irmã Elsa!”

Era possível ve lo aceso prateado a distância! Música de conto de fada se mistura com o grito da torcida e isso tudo vira um bolo na garganta, olhos mareados. Olho para o céu e penso nas pessoas que gostaria de compartilhar o momento. Agradeço!

A “volta” para casa é sofrida mas recompensada normalmente por lindos amanheceres de dia.
1h52 de momentos mágicos que mais uma vez concretizam se em uma linda medalha dourada!

(Numero de Finishers 22.081 sendo 12.379 mulheres)