“Sempre tenha um plano, mas esteja sempre preparado para trocar seu plano por um plano melhor.” ditado popular.

Sair de Roma veio em boa hora.
“Mas está chovendo!”_disse Ricardo o porteiro do hotel.
Com sorriso no rosto e certa do que estava fazendo liguei meu Suunto. A única rota da viagem que já tinha estudado, pacientemente traçado e salvo no meu relógio iria me ajudar a sair da cidade grande sem ter que pedir informação para ninguém.

O dia seria longo; chuva e uma estrada de pouca beleza. Talvez num dia de sol até achasse um campo florido ou outro para registrar mas o dia cinzento ajudava menos. Pedal sem pressa, o ritmo que meu corpo ainda cansado da maratona resolvesse adotar estaria ótimo.

A bike nova respondia super bem, mesmo com todo peso de bagagem nos alforges, ela seguia forte. No final do dia quase chegando em Santa Marinella, local que eu havia primeiramente decidido que iria ficar, cruzei com um pelotão que pedalava na direção contrária. Buzinei em contrapartida escutei gritos esntusiasmados: “Brava! Brava!”.

Era isso! Brava, minha bike estava batizada!

O ritmo estava confortável, a chuva e o frio ainda não estavam me incomodando, resolvi seguir até Civitavecchia a cidade portuária onde imaginava que pudesse pegar o barco para Córsega. No auge do desespero e hipotermia parei no primeiro hotel que encontrei.

85 km pedalados!

Após o banho quente ainda tinha tempo para caminhar até o porto e tentar descobrir como faria a travessia.
“Corsega? Não, não, aqui deste porto não sai nenhum navio para lá.”

Não acreditei na primeira resposta que recebi e só depois da terceira comecei a processar as informações. A opção mais próxima era Sardenha, outra ilha do Mediterrâneo, vizinha “de muro” do meu plano inicial. Precisei poucos minutos para alterar a rota, afinal Sardenha era uma ótima opção e para minha sorte o barco saia as 10.30 da noite. Eu acordaria em Olbia.

Plano traçado!