O vento pelo que tínhamos pesquisado daria trégua e seria fácil remar os 10 quilômetros que tínhamos programado para o dia. Saímos do nosso hotel-barco Kapadokya, com o coração partido ao deixar o lugar e seus donos Mado e Patrick. Sob os cliques de Mado entramos na água após a eclusa.

(Fotos e o post que colocaram em seu blog aqui) Como ficamos hospedadas no canal, pela primeira manhã não tivemos o trabalho de encher a prancha, agilizando nosso horário de saída.

Já estamos num ponto do canal onde tem mais movimento, cruzamos com muitos barcos, e as eclusas funcionam a todo vapor. Em uma de nossas portagens vimos uma eclusa funcionando com quatro barcos dentro!

O remo foi rápido, mesmo com o entra e sai da água (seis eclusas no nosso percurso de hoje). Nós calculamos que gastamos na média 20 minutos por eclusa, e parece que até remar contra o vento é mais fácil que atravessar carregando pranchas e bagagens.

A paisagem do Midi continua incrível, e no pronto final Castelnaudary ele passa pelo meio da cidade. Deixamos nossas pranchas “ancoradas” e fomos comer. O almoço foi às margem do canal em uma pizzaria. Logo após fomos descobrir se existia algum hotel um pouco mais a frente para adiantarmos o “trabalho” de amanhã.

Entramos na água de novo e para passar a lagoa da cidade. O vento estava forte, a Pat remava sentada, eu ia atrás em pé brigando com a prancha.
Eis que no meio do lago um cisne levanta voo e voa na direção da Pat dando um rasante e pousando ao lado da prancha. Eu já estava sem conseguir remar direito, vendo isso eu ria tanto que a prancha andava para trás. A Pat remava fugindo. Quando a distancia aumentou consideravelmente o nosso amigo levantou voo novamente. Vendo de longe já sabendo o que ia acontecer eu ria sem parar. Nada aconteceu, e nós ficamos sem saber se foi um caso de paixão ou de ódio, mas valeu as risadas.

Conseguimos deixar as pranchas “dormindo” na eclusa. Terminamos o nosso dia, pela primeira vez na viagem, cedo. Aproveitamos para abastecer no supermercado e curtir o hotel.
Amanhã tem mais! Não saiam daí!