Acordar no Mirage e ter o cafe da manhã sobre o Midi num dia ensolarado de uma manhã fresquinha não teve preço!
“Foi o primeiro café da manhã que conseguimos montar aqui fora na temporada.” disse a dona do peniche.

Saímos para remar numa manhã sem vento. Não demorou muito Deus Éolo acordou e ficou conosco o dia todo, meio sonolento e sem grandes pretensões mas para variar sempre do contra.

Paramos em Carcassone para ir ao supermercado e comprar mantimentos, nem vimos o incrível castelo medieval que tem na cidade, ficou para trás. O canal tira nossa vontade de querer sair da prancha para encarar o caos de cidades um pouco maiores.

Mais para frente almoço o tradicional: camembert e pão em alguma margem florida do Canal.

Remamos até Trébes pouco mais que 17 km, onde tínhamos feito a previsão de parar, mas nos apaixonamos pelos finais de tarde, remar a partir das 18 é o horário que a luz fica dourada e linda. Então após uma parada estratégica para comer em Trèbes resolvemos seguir viagem.

Com 29 km de remo e o sol se pondo chegamos em Marseillette. Um vilarejo! No meu Suunto eu tinha um hotel marcado e seguimos até acha lo, ele ficava bem na eclusa, onde tiramos as pranchas da água. O Hotel estava fechado!

Resolvemos guardar as pranchas na lateral do jardim da eclusa e sair para procurar. Seguimos uma placa de outro até a lateral da Igreja, também fechado! No domingo não trabalhar é sagrado.

Nossa ultima alternativa, e provavelmente a mais especial, era outra placa que vimos quando passamos remando na frente, no meio de uma vinícola linda, um grande casarão. Um b&b parecido com os da Sardenha, fomos recebidas por uma simpática família e instaladas num enorme quarto.O céu estava incrivelmente estrelado!

Boa noite!