“Luis, você vai mesmo me encontrar?”

“Vou, vou!”
Assim eu poderia desistir de amarrar todos os meus pertences na bicicleta porque teria alguém para carregar a minha mochila na peregrinação final à Amarante.
Combinamos na ponte pedonal da Régua, e depois de um delicioso cafe da manhã com direito a um lindo bilhete de boa viagem dos anfitriões, segui para o encontro.

O percurso até a Régua era só descida e logo no começo peguei um downhill em singletrack técnico delicioso! Comecei o dia delirando.
Cheguei na ponte antes das dez, me abriguei do vento e frio a espera de meu amigo.

10:10, 10:15, 10:20. Vou seguir sozinha ele sabe mais ou menos meu caminho…
Comecei a subir a Régua. Absolutamente maravilhada com o lugar, lembrei da viagem de caiaque que fiz com o João, e de muitos momentos no Douro. Realmente um lugar impressionante, sua beleza choca!

Com a mochila em cima da bike, empurrando e xingando o Luis de tudo quanto é nome. Quando olhei as possibilidades de track, vi que certamente nos desencontraríamos, eu não estava no caminho mais obvio e as possibilidades eram diversas.
“Ai Meu Deus!”
Foi aí que tive a brilhante ideia, resolvi pedir ajuda externa e chamei meus bisavôs:
“Andem lá! Tragam o Luis aqui, porque eu não aguento mais carregar essa bike e mochila, desse jeito não vou chegar a Amarante nunca!”

Avistei um restaurante e decidi parar; frango com batatas fritas! Ah as batatas fritas de Portugal… são fresquinhas e feitas na hora! Deixei a minha bike encostada numa esplanada fora. Poucos minutos depois quem aparece?

“Brazuca, mudei meu caminho, teves é muita sorte de eu te encontrar!”
Assim depois do almoço tive a tão sonhada mochila carregada e uma doce companhia para me trazer de volta a Amarante.
…E se querem saber a verdade; nunca foi sorte!