Santarém até Quinta do Falcão 70 km e 7 estátuas

Com a nossa brincadeira de produzir fotos nas estátuas demoramos uma manhã para conseguir sair de Santarém. Mas para que a pressa? Mesmo porque toda hora que paramos para qualquer coisa os senhorzinhos sempre vem puxar papo, perguntar da tandem ou nos contar que o caminho que estamos fazendo não é o melhor. Já perdemos as contas de quantas novas formulas existem para chegar ao destino. Destino? Ele pouco importa! O que vale é a viagem e assim seguimos sem nos preocuparmos com o avanço.

Paramos também numa loja da Vodafone para descobrir quanto seria colocar um chip português no celular.

“Não acredito! Vi vossa foto no Facebook ontem e hoje estão a passar por aqui!” surpreso disse um rapaz que trabalhava na loja. E quando dizemos que Portugal é uma ervilha vocês não acreditam na gente!

O percurso hoje coincidia com o de santiago de Compostela, por estradinhas tranquilas, vilarejos desertos e paisagens lindas. Nosso final do dia sofria um desvio por indicação de um dos vários palpiteiros de plantão. =)

Incluímos no percurso o Castelo do Almourol. Mais que o castelo, ficamos maravilhadas com o visual dos pequenos vilarejos que beiram o rio antes de chegar nele. Já estávamos no final de tarde e a luz banhava à ouro tudo que se via.

O que não se via, sofria se. Sim eu estava exausta e a Dri, coitada, pedalava a tandem por três; ela eu e o homem da marreta. Parece regra; o entardecer nas cicloviagens sempre traz subidas, vilarejos sem hotéis e problemas na navegação, mas traz também um incrível por do sol e uma lua que quase cheia ganha mais brilho a cada suspiro. Amanhã tem mais!