Day 3IMG_8456Mais um dia ensolarado! Quando entramos na água inacreditavelmente o vento estava a nosso favor. O visual do rio é maravilhoso, ele muda ao longo de cada trecho e mais uma vez o tempo bom valorizava a paisagem.
Estávamos cansadas com o acumulo de horas remadas e nosso corpo seguia com um pouco de moleza.

Sabíamos que a quilometragem era grande novamente, estão nos munimos de sanduíches para ter o que comer ao longo do percurso.

Porto CarvoeiroTodos os dias calculamos aproximadamente quanto iremos remar, e essa distancia muito tem haver com a possibilidade de encontrar um hotel na margem. É mais fácil quando é uma estadia de acesso fácil porque assim conseguimos deixar as pranchas cheias sem precisar se preocupar em enche-las no dia seguinte. Então fazemos um estudo de toda a margem na véspera e criamos os planos possíveis assim os dias parecem nos levar sempre a destinos felizes.
Apos várias horas de remo encontramos Crestuma, a segunda barragem eclusa da viagem, dessa vez nem tentamos pedir para abrirem, já saímos pela margem esquerda e perdemos um bom tempo arquitetando como subiríamos pela escada vertical de uma borda mais alta que nós duas juntas. As pranchas são tão leves que a manobra acabou sendo muito mais fácil do que nós pensávamos. O pequeno problema foi quando finalmente chegamos ao topo, um senhor nos disse que o acesso mais fácil para entrar na água de novo seria pela outra margem. “Ah, sério?!”
Ficamos uns bons 10 minutos tentando convence-lo a nos dar carona, mas foi em vão, o turrão não quis adiar nem um pouco a sua pescaria para levar as duas princesas para o outro lado. “Como não?!” Não teve mesmo jeito!

IMG_8458Tivemos que fazer a operação inversa e colocar as nossas pranchas na água, atravessar para o outro lado e começar a peregrinação de entrada na água; que envolvia carregar prancha, mochila e remo para o outro lado. Estávamos sem forças e para nossa sorte um café nos salvou ao meio do caminho.
Passada a eclusa era remar pouco para o destino que havíamos traçado para o dia. Quando chegamos lá já estava entardecendo, mas o hotel não era exatamente na margem do rio e não nos agradou. “Estamos muito perto do Porto, vamos remar mais?!” O rio estava ajudando então resolvemos atacar.

IMG_8495O por do sol aconteceu um pouco antes de chegarmos ao porto, o céu foi mudando de cor e finalmente ficou cor de rosa, como se tudo estivesse alinhado para a nossa chegada. “Não podemos sair da água agora!” Estava tudo tão lindo e mágico que resolvemos seguir no escuro.
Cerca de um quilometro já apareceu a ponte dourada que iluminada nos esperava em uma noite abençoada. Após 34 k e 8 horas em cima da prancha, a sensação de nos aproximarmos para passar por de baixo dela foi indescritível; a medida que aquele monstro dourado ganhava tamanho a cada remada a dose de emoção aumentava; foi só cruzar a “meta” e ter a visão da cidade inteira que nós duas desabamos no choro.
Obrigada Portugal!

Porto a noite
Não podemos terminar sem agradecer à Redwoodpaddle Portugal que nos possibilitou essa aventura com as pranchas de paddle e mais uma vez à todos os nossos amigos que tornaram a logística de cruzar o pais de bike e sup viável: Bruno Atx, Pedro e Sandra, Paulinha, Marta, Botas, muito obrigada de coração.
Portugal é um pais maravilhoso! Queremos mais!