Azores Challenge MTB é uma prova que acontece anualmente em São Miguel, uma ilha dos Açores, para quem não conhece; um arquipélago que pertence a Portugal  esta situado ha aproximadamente 1800 km do continente, no meio do Oceano Atlantico.

Todas ilhas são famosas por sua beleza, abençoadas por uma abundante natureza, cada uma com características individuais. São Miguel é a maior delas famosa pela lagoa das Sete Cidades, mas por ai passaremos depois, antes vamos começar com o prólogo nosso começo de disputa.

A equipe Flower People dessa vez era Rui Babo e eu. Nunca havíamos competido juntos, mas conversas antes do desafio não faltaram para que estivéssemos tão alinhados sob o portico de largada como estávamos.

O prologo consistia em apenas uma volta de pouco menos que 4 quilômetros no centro da cidade, mais precisamente junto ao mar. Uma volta em asfalto cheia de retas e algumas curvas bem fechadas em cotovelo.

Cada equipe largava juntamente com outra dupla, por ordem de frontal, de um em um minuto. Nossos rivais de volta eram nada menos que Zé Silva e Raquel Santos. Nos posicionamos para largar, as meninas alinhadas na frente seguidas dos dois homens.

Meu coração ja estava perto do máximo quando foi dada a largada. Siga! Acelerei como se fosse uma reta de 200 metros, e era! Eu estava forte na frente mas depois dos duzentos metros como a gente não tinha treinado o percurso do prólogo me perdi na curva. Na primeira rampa o Ze ja tomou a frente e a Raquel na bota, no auge da adrenalina eu ouvia o Rui gritar  atras de mim: “Vai vai vai!”

Me apetecia mesmo ir, levar o coração ate o limite e nas curvas tentar recuperar a respiração o que era impossível. Como eu gosto de provas assim! Antes mesmo de poder pensar em qualquer coisa ja termina.

Nas viradas a gente colava neles, mas no sprint das retas a distancia abria novamente. Meu coração entre uma batida e outra me dizia: “Como o cross é divertido!” talvez porque a gente saiba que o plano tosco* (* se matar e torcer para morrer depois do portico) sempre funcione em distancias curtas.

Na reta final dei tudo o que ja não tinha, mas com alguma ajuda súbitos empurrões do Rui que me acelerando fechamos a nossa volta com 3 minutos e 28 segundos, em quinto lugar das 14 duplas mistas.

A verdade é que foi mesmo como se não houvesse amanha, com um pequeno detalhe; havia!

Até ja!