Distancia do dia 77 km Ascensão acumulada 2100 m Tempo de prova 6:08 h

Sem treino. Esse é o menu da etapa!Assim que largamos para um dia bruto em subidas. A estratégia para equilibramos a equipe era uma coleira (trela em Portugal) que estava presa na bike do Rui e nas subidas eu puxava a corda e prendia na minha bike, assim a gente conseguia equilibrar as forças da equipe. Ou não. A prova começava ja subindo muito, e a gente sem pensar tratamos de nos clipar. O Rui seguia bem ritmado na frente, com a mesma estratégia tosca do dia anterior: vai forte ate quebrar. Claro que com a falta de volume a gente não iria tao longe, mas naquele momento não queríamos pensar muito nisso.Essa é a quarta edição da Azores challenge mtb e pela primeira vez que a prova foi para o lado nordeste da ilha. A largada foi em Povoação uma aldeia pacifica beira mar que tratou de organizar um delicioso cafe da manha para os atletas. Nos chegamos la de ônibus e nossas bikes levadas por caminhão com a organização.Nesse lugar subir traz a tona os motivos porque competimos. Que ilha maravilhosa! Que vista! Na hora de descer pegamos a rua errada (lembrando que a prova não tem marcação a navegação é feita por gps) O Sr Vasco da Gama que não esta muito acostumado com aparelhos tecnológicos, afinal das contas navegar sempre foi pelas estrelas, so reparou que estávamos na rota errada depois que ja tínhamos descido alguns bons quilômetros.

“Passou alguma bicicleta por aqui?” perguntando a um local.

“Bicicleta?”

A pergunta rebatida nos dizia uma coisa: Voltem a subir tudo o que desceram.

“Serio?”

Ali ja desligamos o modo competição, abrandamos o ritmo e seguimos com piadinhas internas.

Com 28 quilômetros de prova chegamos ao primeiro abastecimento, aproveitamos para comer o bolo de levedo tradicional da ilha (hummm!!!)

“Não tem Cola? Ai Meu Deus!” _ Ja com medo do que ainda vinha pela frente paramos num bar e nos garantimos de encher o tanque. Siga!Num ritmo sem pressão seguimos apreciando a vista e até parando para fotos. Nosso esquema de reboque ficava cada vez mais profissional; nas subidas o Rui me passava a trela eu prendia, na descida era so soltar que a trela se recolhia rapidamente e aproveitávamos os downhills.O percurso nada tecnico do dia, em estradas de terra as vezes até de asfalto nos convidava a curtir mesmo a vista porque não era preciso atenção nenhuma. Para nossa alegria de final de prova nos últimos 2 quilômetros tinha um singletrack bem técnico passamos por uns rapazes que diziam;

“Na mão! Cuidado ai tem um drop!” _ e desfrutando mesmo a parte técnica que nos da vantagem nesses trechos passamos com sorriso no rosto! A etapa terminou em Furnas em frente a uma enorme lagoa verde. Ali comemos o reforço servido pela organização e pernas para cima. Amanha tem mais!