O plano inicial era continuar a contornar a ilha de Unije e cruzar o canal para chegar em Osor.

Manhã de sol com mar agitado entramos no mar as nove, depois de um pequeno passeio pelo simpático vilarejo.

Estávamos remando contra o vento mas nada que estivesse tão bruto. Até a primeira virada da ilha; o mar ficou mais agitado e o vento não dava trégua. Começamos a fazer um esforço descomunal e não ver a mínima progressão.“Vamos voltar e contornar a ilha pelo outro lado? Por aqui não conseguiremos cruzar o canal!”

Mais uma vez como muitos dos nossos planos nessa viagem resolvemos mudar e seguir o soprar do vento. E quando voltávamos tivemos mais uma boa ideia:

“Já sei! A ilha de Susak está nesse sentido porque não vamos até ela?”

Susak, outra ilha que pretendíamos conhecer virou o destino do nosso dia.
Não foi fácil chegar até lá remamos mais uma vez quase 25 quilômetros e as cinco horas de padrão. Encarando um mar picado e um vento que soprava forte de lado.Aí descobrimos o Bora, ou Bura como se chama aqui; um poderoso vento que incide mais no inverno atingindo velocidades de 200 km por hora. As previsões indicavam que nosso amigo estava prestes a fazer uma visita.

Soprando totalmente contra para voltarmos para casa, e além do vento, os nossos braços com o acúmulo da quilometragem já remada não aguentavam mais.

Assim jogamos a toalha e pedimos arrego; um taxi boat veio ao nosso resgate! Com pressa o marinheiro avisa:

“Temos uma hora antes do Bura entrar!”
A volta na lancha batendo contra o mar revolto, e o caiaque querendo voar, nos fez dar muitas risadas das situações que a gente consegue se meter. Estávamos seguras de volta em Losinj onde a nossa aventura começou.

Mais um dia aprendendo que os planos podem sempre mudar, que o plano B ou C não são piores que o A; são apenas diferentes!
Aprendendo a ler o que o universo nos manda e a abraçar a nova escolha feliz!

Obrigada Croácia por tantas aventuras, histórias e risadas. Obrigada pela recepção com que nos acolheu. Voltamos para casa de coração cheio!