(Ainda em Paros)

Indo para o hotel numa noite clara de lua cheia:

“Você não se sente mal indo dormir com essa lua?”

“Mal!?”

“É, do tipo, estou indo dormir e deixando para trás beleza? Aventura? De estar perdendo um espetáculo?”

***

O barco atracou em Ios bem no final do dia, deu tempo para deixar  as malas no hotel e começar a subir a montanha de bike.

Ios também tem seu “Profitis Ilias” outra igreja em outro topo de montanha. Eu já tinha pesquisado tudo; o caminho, as condições do tempo e a hora que a lua nascia.

Fomos abençoados pelo por do sol já logo no começo da nossa aventura, antes mesmo  de chegar em Chora, a capital da ilha que fica a 2 quilômetros do porto.

“Podemos ir por aqui”

Entramos em uma estrada de terra que à determinada altura, depois de muito subirmos, não tinha saída.

“O que fazemos?”

“Voltamos tudo e vamos pelo asfalto.”

Que por sua vez não tinha movimento de carros algum. Nem carros nem iluminação; seguíamos o nosso singelo farol.

Quanto mais a tarde caia mais estrelas apareciam. Estávamos no meio das montanhas novamente! As 19.30 era possível ver toda a via láctea e tantas estrelas no céu que paramos boquiabertos para apreciar.

“Esse deve ser o horário que o céu vai estar mais estrelado; a tarde já se foi e a lua ainda está para nascer.”

Continuamos a subir vendo uma antena piscava vermelho ao longe.

Quando já bem no alto passamos por uma placa “Profitis Ilias 2k” indicando uma estrada de terra.

“Sobe mais.”

Lá de cima era possível, mesmo na escuridão da noite, ver outras ilhas cheias de potinhos de luz (das cidades) que pareciam uma extensão estelar do céu. Era possível ver a imensidão do mar.

“Oh!! Não é possível será que aquilo pode ser a lua? Não pode ser.”

No meio do mar um pedacinho vermelho começava a despontar.

“É!!! Encosta a bike!”

Provável que a descrição do momento_”a lua vermelha, que parecida uma bola de fogo no meio do céu escuro, tomando forma e a medida que subia ia, lentamente, perdendo a cor mas ganhando brilho.”_não seja a altura do que presenciamos ali.

Quando a lua já estava bem brilhante e mais alta no céu pedalamos o que faltava, sem luzes, para a igreja branca que parecia acesa no topo da montanha. Ali ainda sentamos e agradecemos o espetáculo. 

Agora podemos voltar!