Queridos leitores, para não bombardear vos com tanto conteúdo, o dia de hoje terá que ser divido em dois capítulos. Começamos com:

TIAMEN MOUNTAIN

A famosa montanha “furada” que já se vê do aeroporto fica poucos quilômetros da cidade de Zhangjiajie e é possível escolher dois acessos para chegar lá (serviço incluído no valor do ticket);

A – Sobe de gôndola e depois desce de ônibus.

B – Sobe de ônibus e depois desce de gôndola.

Como a previsão do tempo era de chuva e quando madruguei ainda tinha sol, eu acabei por escolher subir de gôndola, mesmo entrando no parque “pela porta dos fundos” na minha opinião. (Vocês já irão entender porque.)

As 6.45 já estava comprando o bilhete de entrada porque sabia que a fila da gôndola costuma ser lotada com espera. Assim driblei mais uma vez grandes multidões e numa das primeiras gôndolas já a subir!

A base da gôndola é muito perto do centro da cidade, mas desde a saída já é possível ver a “turma” toda da Tiamen.

A vista para chegar lá vai mudando a cada segundo com o andar do teleférico; é possível ver a zona rural, o recorte das montanhas, o amanhecer e a famosa estrada de curvas, e quanta curva! Alucinante!

O tempo ainda estava bonito e peguei o ainda um pouco dessa luz lá em cima, mas logo começou a chover. Duzentos dias por ano são nebulosos assim aqui em Zhangjiajie, de novo; nada que eu não estivesse preparada. Até uma calça capa a prova de chuva eu trouxe de Portugal.

No plano escolhido explora se primeiro todo o topo da montanha para depois descer para a famosa porta do céu. 

O topo da montanha se resume basicamente em uma interminável e longa passarela que contorna toda a montanha contemplando os seus precipícios e vistas de tirar o fôlego.

Eu escolhi o sentido horário por fazer menos sentido e aproveitei muito tempo com a montanha só para mim.

Já encarei uma das, também famosas, passarelas de vidro, confesso que tenho um pouco de aflição de andar sobre o vidro.

Sim! Existem alternativas na rota para quem não quer encarar a “falta de chão”, mas na minha opinião; tá na chuva é para se molhar! Rá!

No tempo budista que tem lá em cima, fiquei mais fascinada pela arquitetura oriental.

A China me encanta nas suas combinações de cores, nos detalhes, nos dragões, e nos telhados!

E pela magia misteriosa dos seus dizeres, crenças e desejos.

As paisagens são mesmo alucinantes, a natureza bruta em escala monumental.

Por falar em escala monumental depois de explorar todo o topo da montanha desci finalmente para a porta do céu. 

Quem vem de ônibus chega lá embaixo e tem que subir os seus 999 degraus (juro que o número é verdade) o que era o meu sonho então fui obrigada a descer como se nada tivesse acontecido.

Aí sim, cheguei lá embaixo encarei a escadaria e disparei o cronometro. Consegui correr nos primeiros lances, logo estava com o coração na boca e imprimi um ritmo de passada e para cima fui.

Tem trechos que a escada é tão íngrime que para render altura, o pé não cabe todo no degrau, de tão estreito! Pouco mais de oito minutos cheguei no portal do céu, passei a mão da cabeça do dragão e desce tudo de novo.

Pronta para pegar o ônibus e voltar para a base, dessa vez curtindo o zigzag maluco da montanha.

O esquema de organização e de logística do parque é extremamente bem planejado. Parece uma “produção em série” de colocar e tirar o turista do parque.

A escolha do plano A oi B já divide a multidão e as alternativas de caminho faz com que as pessoas fiquem dispersas. Sim o tamanho do parque é enorme, mas o esquema “Disneylandia” na Tiamen funciona eficientemente.

Essa foi a manhã mágica, eu sai as 6.30 e as 12.30 h estava de volta no hotel sem saber que ainda tinha muito dia pela frente…

(to be continued)