K21 Ilha do Mel – Relato

K21
da Ilha do Mel entrou na programação por uma série de coincidências que
cruzaram nosso caminho. A data disponível ajudou para a equipe Flower People
encarar o desafio nessa ilha mágica. Lá foi o trio Dri, Bia e eu! Ótimo treino
para Dri e para mim.

Decidimos que diferentemente da última prova de corrida que
fizemos juntas dessa vez iríamos sozinhas para que cada uma pudesse analisar
individualmente o que precisa ser ajustado antes da transalpine, já que temos
uma larga experiência de como a dupla funciona.

A Ilha do Mel é uma ilha situada na embocadura da Baia de Paranaguá, no estado do Paraná.
Dos seus 2700 hectares
apenas 200 têm permissão de uso – o restante é reserva ecológica tombada pelo
Patrimônio Histórico em 1975. Não há ruas ou estradas, só trilhas, ou seja:
estávamos literalmente no paraíso.
A turma dessa vez liderada por Maurício reuniu a turma
paulista misturada com a turma curitibana. Novas amizades rapidamente se
consolidaram e a tribo formada por Gustavo, Mel, Fernanda, Xixa, Dani, Dri,
Bia, Bruno, Maurício e eu era uma unidade só!
Sábado chegamos à Ilha e depois de um almoço gostoso: praia!
Explorar as redondezas do hotel e curtir o lindo final de tarde ensolarado.
Pouco depois das 8 da manhã foi dada a largada na praia grande.
Sem controlar muito ritmo saí considerando que aquilo era uma corrida de
aventura, sem preocupações de tempo, apenas aproveitando a vida.

Corrida de rua para mim é treino, corrida de trilha é
religião, aqui fico imersa pela natureza, os fones de ouvido dão lugar ao
barulho do vento, do mar, da respiração, musica regida pela natureza.

Praia e logo depois uma trilha plana:
 “Ai meu Deus! Isso
aqui para melhorar tem que piorar muito!”.
Eu queria mesmo era subir morro e quando apareceu o primeiro
da prova percebi que o meu ponto forte em relação aos competidores era subida.
Pena que a proporção de partes com desnível era muito pequena em relação ao
plano. O percurso contemplava três boas subidas e muitas praias e trilhas
planas.
Um pouco antes de chegar à primeira subida do Forte os
primeiros atletas masculinos já voltavam, aproveitei enquanto subia para contar
quantas atletas mulheres tinham na minha frente, contei seis, mas quase no topo
entrava num labirinto do Forte então fiquei sem saber ao certo minha posição.
Desci sem freios e logo estava novamente na praia, alguns
dos atletas que eu havia passado na subida me ultrapassaram novamente no plano.
Outra boa subida era o farol, mas antes de chegar lá: uma
praia que parecia não ter fim. Dava até moleza em olhar aquele longo caminho de
areia que deveria ser percorrido:
“Quer água!?”
“Quero” respondi de prontidão ao atleta que gentilmente
pegou duas águas e me deu uma delas.
“Entra no vácuo.”
Correr atrás do Moisés, meu mais novo anjo da guarda, me
poupou o esforço excessivo de ter que brigar contra o vento. Eu não o
acompanhei a praia toda pouco antes de chegar ao farol ele abriu. Os dois
morros seguidos de descidas técnicas em trilha me deram mais vantagem e no
segundo fiquei sabendo que eu estava em sexto:
“Corre que a quinta colocada está logo ai na frente.”
Eu estava mesmo curtindo o “tour” pela Ilha do Mel, nem
queria que a prova terminasse; era domingo eu tinha o dia todo para aproveitar
aquele paraíso natural.
Acho que essa é a diferença principal de correr off road: a
passagem do tempo. No final de semana passado na meia maratona do Rio, mesmo
curtindo o visual eu controlava em que quilometro estava, aqui nas poucas vezes
que reparava nas placas da quilometragem me assustava: “Nossa! Já estou aqui!?”
Achando que até o pórtico o caminho seria apenas de trilhas
planas e praias já me conformava com a minha classificação. Quando entrei na
praia e percebi que ainda tinha uma costeira cheia de pedras seguida de mais um
morro tentei acelerar.
Na costeira me deliciei pulando de pedra em pedra e de volta
a praia já avistava o último morro. Daiane a primeira atleta feminina voltava
em direção à chegada.
 “Se a Daiane está
aqui, ainda tem mais quatro mulheres na reta. Atacarrrrrrrrrr!”
Antes de entrar na subida já via bem de longe uma das
atletas que disputava os 21. Nela foquei. Maurício passou na contra mão:
 “Vai Luli!”
Eu não consegui nem responder de tão focada que eu estava. Tinha
que gerenciar a energia que ainda me restava, aproveitar para atacar na subida
que era meu ponto forte, considerar que teria que entrar novamente na costeira
com certa vantagem porque depois ainda havia uma praia e se eu não abrisse
perderia a posição novamente.
Pouco antes de chegar ao cume do morro consegui passar a
quinta colocada, agora a posição era minha, ora de tentar acelerar.
Na praia da chegada outro atleta gentilmente pegou água para
mim também:

“Obrigada! Tem mulher atrás?” _ eu estava tão aflita em
manter a posição que nem olhar para trás eu estava querendo.
“Não! Está livre, continue nesse ritmo que o pódio está
garantido!”

Com 2h11 minutos terminei a prova e garanti a quinta
colocação geral! A Bia e a Dri chegaram seguidinhas. A Bia ficou em primeiro na
categoria e a Dri em segundo na categoria! Parabéns Girls e Obrigada pela companhia
excepcional em mais uma aventura.
Obrigada Maurício por juntar uma turma tão divertida!
New Balance, Sigvaris Sports, Suunto, Neaf, Nexplore,
Cofides, Xtenex esse pódio é de vocês!

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