(Castelhanos – Bonete 14k tempo em movimento 4h48 horas de viagem 6)
Não sendo a única teimosa da família, já era certo que voltaríamos andando pela trilha para o Bonete.
Silenciando bolhas e dores nos despedimos de Castelhanos.
“Mas já vão voltar?”
Os caiçaras estão acostumados com turistas; nós, que não curtimos uma praia, somos ETs.
Castelhanos, sobe morro desce morro; Praia Mansa, sobe morro desce morro; praia Vermelha.
Entra na mata; “Leve manguitos, Luciana! O calor castiga, mas a mata esfola!” Sou eu tentando memorizar as coisas que eu esqueço de um ano pro outro. Está documentado; “Cubra a pele, e não molhe os pés logo ao entrar trilha!”
Nosso ritmo hoje estava muito mais devagar. O Tom era lento nas descidas e eu nas subidas.
No sentido contrário, o da volta, felizmente não nos perdemos na mata, mas lá em cima:
“Meu Deus do céu! Olha o tamanho dessa cobra!”
A cobra saiu da trilha mas ficou ali sacudindo o rabo como se fosse uma cascavel. Mostrando quem manda! Não identificamos que peçonhenta era, talvez uma jararacussu ?
Esperamos para ter certeza de que ela não sairia dali e passamos. Eu, hein?!
Bem mais para frente cruzamos com outra Jararaca enrolada no meio da trilha, o Tom pegou o stick com a GoPro e ao filmar ela deu um salto! “Chega de cobra, né?”
Quase chegando no destino do dia resolvemos contornar uma trilha para não ter que escalar a íngrime que cruza o morro. Caminho novo e vista linda! “Olá Bonete!”
Depois da lula e do açaí pegamos o barco para voltar pro Borrifos. Totó no comando; o arranque na lateral da praia desviando das rochas, melhor nem descrever. Nem as cobras me deram tanta adrenalina.
A aventura fez do por do sol em casa, ainda mais colorido.
São e salvos!



One Response
Espero que o sr paparazzi não leia estes posts 🤣🤣 cobras e águas agitadas vão afugentar o turista para sempre 🤣🤣🤣
Adoro esse paraíso tropical! 🤩