A conquista do Bonete

Nós estamos no sul da Ilhabela, longe das praias mas pertinho da entrada do Parque Estadual.

“Qual é a programação?”

“Bonete! Vamos para o Bonete!”O Bonete é uma comunidade caiçara e praia de mesmo nome já do “outro” lado da ilha. Lá não chegam carros, o únicos acessos são de barco ou a pé por trilha. Da entrada do parque são 10k aproximadamente. Não é uma trilha, digamos assim, fácil. Sobe, desce e o terreno acidentado muitas vezes é cheio de pedras. Do jeito que a gente gosta.

A dois quilômetros da portaria já encontramos com a primeira cachoeira a Laje. A Ilhabela é famosa por suas cachoeiras.Na trilha alcançamos dois rapazes que andavam também bem ritmados, quando passamos por eles reparei que um deles tinha havaianas nos pés. 

“Êh Brasilzão!” pensei. É normal país a dentro encontrar pessoas de havaianas que andam ou pedalam mais rápido que a gente.

Os dois estavam planejando uma volta na ilha em caiaque: “Eu já dei!” e quando nos metemos na conversa andamos juntos por um tempo trocando experiências de aventuras.

Mais uma hora de caminhada a passo apertado passamos pela segunda cachoeira do caminho; Areado, todas tem pequenas pontes de travessia para aqueles que não querem molhar o pé ou, eventualmente, fugir da fúria das águas.

Ali aproveitamos para descansar um pouco e nos abastecermos com mais água para o resto da caminhada.

A trilha o tempo todo é fechada (estamos no meio da mata Atlântica) ao longo do caminho vamos ouvindo passarinhos, vez ou outra nos deparamos com cobra cruzando a estrada. São muitos lagartos que nos assustam mais assustados que nós ao correr de volta pro mato.

Pouco antes de chegar ao Bonete a trilha abre, numa paisagem brutal, e o mar que esteve o tempo todo ali perto da gente mostra sua cara. Um desvio nos leva a um miradouro natural estrategicamente virado para a imensidão azul.A última cachoeira é junto a chegada, sempre ignorada, ali a gente quer é a areia branca e a praia! Chegamos! Quase 13k em pouco mais de 3 horas de caminhada.

Almoçamos num restaurante o prato de peixe local e deixamos a sobremesa para saborear sentandos na praia virados para o mar. Açaí, humm!Ali começou a negociação da volta. “Barco?” 

“Ah não! vamos á pé!”

Adivinhem?!

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