É esse o enrosco da subida que a gente tem pela frente! Um quilometro vertical já de cara:

Acordamos e fomos a pé para a largada, com todo o equipamento extra que não mandamos na véspera nas nossas malas. Devidamente floridas.

A ordem de largada do Cruce no primeiro dia segue a cor que foi atribuída no dorsal. A minha seria alguns minutinhos antes da da Tatu, mas iremos correr juntas, então largamos juntas no horário amarelo: 8:20 da manhã.

A vibe da largada é de muita festa; musica alta, atletas dançando, gritando. Animação geral. Os staffs controlam o horário de entrada, alinham os atletas numa fila dupla e vão liberando aos poucos. Renatinha veio dar boa prova (e boa sorte).

Largamos muito animadas.

O comecinho é plano. “Controla o ritmo, nós temos muita prova pela frente.” “Olha essas flores!”

Não demora muito começa a subida. Na animação já fizemos uma amigas Argentinas; uma delas contou que a mãe morava perto da fronteira com o Brasil e adorava falar português. Ia na venda e pedia “chiclete”. “Menina você é muito bonita.”

E na conversa a gente ia se distraindo do esforço. “Já foram dois quilómetros, faltam 29!”
“Não podemos pensar assim; faltam 6 k para a Coca-cola!” Esses gritos de contagem decrescente para os pontos de abastecimento ficaram famosos com o passar dos dias; as pessoas que estavam à nossa volta começaram a calcular a distancia restante como nós.

A trilha afunila e começa o transito. Algumas vezes ficamos paradas. Nesse caso nem ultrapassar dá, porque todo mundo está na mesma situação.

A previsão do tempo para hoje era mais fechado e frio. Na subida, ainda nos bosques sentíamos calor pelo esforço. O pouco do visual que se via era maravilhoso. “Imagina isso aqui com sol…”


Fomos bem até o quilometro 8, onde era o Oásis. Lá a organização avisava “Coloquem os casacos porque vai esfriar.”
Impressionante como o ponto de abastecimento funciona mesmo com essa quantidade enorme de atletas. Coca-cola, isotérico agua, doces e salgados. “Vamos, vamos!” os staffs incentivam nos a sairmos de lá para não deixar o corpo esfriar.

Aqui já estamos numa pista de esqui, não tem mais árvores e o vento castiga. “Minhas mãos estavam congeladas.”

Paramos ainda atrás de um muro para colocar luvas e gorro.

Não que tenha resolvido muito. “Acelera para sairmos logo daqui.”

A descida era extremamente divertida com partes de areião em que o pé afundava completamente, amortecendo as largas passadas.


Cinco quilómetros para a Coca-cola.

Aproveita para tirar toda a areia do ténis, reabastece e segue.

Descemos até beirar o lago! Visual lindo!






Num ritmo trote, seguimos driblando a monotonia de um final mais plano.

Assim num dia com muita diversão, com seis horas e nove minutos cruzamos o pórtico de chegada numa praia linda!

Dia um tá feito! Faltam dois!


One Response
Eu sei que não tem nada ver, mas ao ver as fotos lembrei de ilhabela e a sorte de quem poder vivenciar estas aventuras contigo.
A vida fica bem mais cor de rosa♡
Obrigada 🥰🙏