“Caros passageiros, gostaríamos de informar que iremos tentar aterrisar na Ilha da Madeira mas, caso isso não seja possível voltaremos para o Porto.”
Tudo que eu conheço da ilha da Madeira é justamente a fama do aeroporto e ouvir o anúncio fez automaticamente minhas mãos suarem.
“Ele avisa isso assim?”
Felizmente a aterragem aconteceu. O que nós não sabíamos é que conosco vinha Eunice.
Alugamos uma scooter ao sair do aeroporto e direto resolvemos subir o pico do Arieiro. Pelo que eu tinha visto da previsão do tempo, provavelmente, seria o melhor dia para fazer, o que dizem, o trilho mais bonito do país.
No meio da longa subida pelo asfalto começa a chover, em questão de segundos estávamos os dois congelados tomando vento na cara. De scooter.
“Scooter! Que brilhante ideia!”
Antes que desse divórcio, seria prudente achar um hotel para que nosso cérebro voltasse a pensar e, aí sim, replanejar.
Hotel em Funchal, atum no almoço e vinho, muito vinho. Como diria Nims: “Today we drink, tomorrow we climb.”
Só. Que. Não.
SEGUNDA TENTATIVA
Eunice não tava pra brincadeira tínhamos que nos armar. Os sacos de lixo que compramos para nos protegermos já não eram suficientes. Era preciso artilharia pesada; calças e casacos de chuva, luvas e muita força de vontade. Destino: decathlon.
Depois arrumamos outra base; Eira do Serrado, mais próxima ao pico assim poderíamos fazer a aclimatação e atacar quando houvesse uma brecha.
Chegar até lá já foi a batalha do dia e sem tréguas previstas da parte da nossa inimiga, resolvemos beber, afinal tomorrow é só amanhã.
TERCEIRA TENTATIVA
Ainda pensando que aterrar na ilha foi sorte?
Todos os sites de previsão do tempo foram minuciosamente analisados.
“A tarde o tempo vai melhorar, tem sol na previsão.”
Reservamos mais uma noite no hotel e saímos de armadura e scooter até o pico do Arieiro.
Saímos dos 1.100 metros de altitude para os 1.800 do pico, a medida que subíamos o vento e a chuva se enfureciam mais. A scooter era quase arremessada.
“Não ia abrir?”
Chegamos no pico sob efeitos congelados e pensamentos amortecidos achamos que, ainda assim, poderíamos fazer a trilha. Certo. O entusiamo durou 600 metros.
Subimos na scooter e resolvemos descer.
O corpo foi descongelando. Perto do mar estava sol, resolvemos passear de scooter e descobrir outras belezas da Madeira que até então a gente desconhecia:









One Response
Vrixe vcs são corajosos demaisssss adorei mais passei frio só de pensar 😘😘😘