Hoje foi acordar e achar uma Boulangerie porque afinal #euvimporcausadopainauchocolat !
O padeiro era Turco, foi super simpático. Não sei quem falava um pior francês, mas a conversa rendeu mesmo assim.
Dia de fazer teste da prancha, equipamentos, comunicação com o Moab, enfim tentar aparar as arestas.
Aqui está ele; nosso amigo dessa semana. Com pouca água e meio tímido. Cadê a fúria do Monsieur selvagem?
Sua característica intocável se mostra nas paisagens, no tamanho gigante dos peixes que nadam na água cristalina sob a prancha. Nos pássaros que cantam eufóricos como se festejassem a vida.
O dia é de sol e o calor de matar, sorte que as manobras desajustadas nos levam à água. “Estava na hora de cair!”
Alguma correnteza nos ajudou no teste dos primeiros quilômetros.
“A gente estava remando nessa velocidade no Douro. Oh não!”
A ansiedade de saber que talvez não sejamos rápidas o suficiente para passar os cortes era água que molhava nossos pés; fria. “Eu preciso chorar!”
Seguimos nos afinando nas remadas, estar em tandem exige mais equilíbrio, sincronia e coordenação. Entre os 99 competidores da Loire725 só há mais uma tandem.
Trechos extremamente rasos, onde tivemos que sair da prancha algumas vezes. O mais complicado dessa primeira parte fica por conta da vegetação aquática que segura muito a prancha.
A comunicação com o Moab terá que ser somente a necessária, pegar o celular complica.
No domingo será mais fácil nos encontremos porque através do tracker será possível ver a posição em tempo real de todos os atletas no percurso.
Foi só falar;
“Olha o Moab!”
Na segunda ponte lá estava ele, um ponto cor de rosa que via se a longa distância.
Depois que o passamos, o rio alargou, a profundidade aumentou e a correnteza desapareceu, para completar a remada ficou mais pesada.
Nós só fomos descobrir muito tempo depois que tínhamos “um arbusto” na nossa prancha; as plantas aquáticas prendem se na quilha e dão arraste.
Numa margem mais para frente encontramos Moab e reagrupados começamos a discutir estratégias. Não seria nem o caso de pedir desculpas pelo meu francês; o palavreado foi à moda do Porto mesmo.
“Bom vamos remar até o próximo ponto onde possamos sair da água.”
Mais de duas horas e meia de testes e pouco mais de 16k.
“Estamos remando a seis quilômetros por hora. Isso quer dizer que domingo remaremos dez quilômetros a menos do que deveríamos?”
Cálculos feitos chegamos à brilhante conclusão; vamos comer!
Esquece paddle, o blog agora será sobre aventuras gastronômicas!
Perto de onde saímos da água, num outro lindinho vilarejo perdido na França sentamos para nos deliciarmos. Pouilly sous Charlieu.
E se você pensa que nossa aventura parou por aqui, não, não! Ainda teve Patisserie! Fomos dar uma volta na nossa “casa” Roanne! Ah França!!!
Amanhã é a recepção das equipes, aguardem por mais tarte aux framboise! Não saiam daí!







One Response
Aventura gastronómica???? GASTRONÓMICA????
Explica, DEVAGARINHO….. porque é que eu, esta alma perita em provas e sabores, não está a ajudar a wonder flower people team a ganhar o 1 lugar dessa batalha??