fotos Moab e arquivo pessoal
Foi num supermercado que encontramos Xavier um atleta que logo identificou que éramos uma equipe. Ele ia fazer a prova em SUP a solo, se aproximou de nós e começou a fazer perguntas.
Trocamos algumas figurinhas, como a gente já tinha feito o reconhecimento do primeiro trecho tínhamos informações, mas o momento constrangedor foi quando ele perguntou qual era o tamanho na nossa prancha.
“Uma 12”!”
Não houve resposta apenas um sorriso amarelo constrangido que gerou um minuto de silêncio.
“Nos vemos no briefing.”
A dúvida, que até então era dos outros, começou a nos assombrar. Será que nossa prancha é tão pequena assim?
A recepção dos atletas tinha um ambiente mais intimista, sem muita pompa num clube de remo perto do Loire em Roanne, os atletas de onze nacionalidades diferentes chegavam animados.
Encontramos com Seba, um amigo francês que iria competir a prova em revezamento de SUP. Seba é casado com uma brasileira e nos trouxe de presente duas pulseirinhas da sorte do Bonfim. Amarramos aos nossos pulsos e fizemos desejos.
Todos atletas reunidos para retirarem o chip que nos monitoraria pela próxima semana.
No jardim enormes pranchas infláveis 18”, com quilhas retráteis, caiaques de carbono até canoas que pareciam da NASA.
A gente tinha planos para já deixar a nossa cheia para o dia seguinte:“Vamos esperar o jantar e briefing depois quando não tiver mais ninguém a gente pega a prancha.”
Encontramos atletas e equipe portuguesa que nos fizeram sentir em casa. Falamos sobre o percurso e experiências em aventuras assim.
O jantar ao ar livre foi seguido de um briefing simples; como a regras da competição. 725 k, estratégia de cada um, obrigatório ter um apoio. “Ser apoio pode terminar casamentos, é a função mais difícil que possa existir.”
Palavras do organizador e algo que a gente já sabe por experiência; das corridas de aventura onde o apoio pode fazer a diferença entre ganhar e perder. Estávamos alinhados, o teste que fizemos na véspera com o Moab já tinha dado uma noção do que viria pela frente. Ou não.
Após o briefing discretamente fomos buscar a nossa prancha, que perto das outras embarcações mais parecia um colchão de ar.
“Elas são bravas!” Juliana a equipe de apoio portuguesa nos elogiava para organizador.
“Bravas? Eu não chamaria isso de bravas…”
“E chamaria do que?” Eu retruquei.
“Melhor nem comentar…”
A resposta serviu para despertar, no bom sentido, fúria dentro da gente.
E com essa fomos dormir, na véspera do grande dia.



One Response
Mana, já com saudades dessa maluquice. Ainda cansada, nem sei porque.
Te amo😂😂😂💗🌸