Pedalando a baía de Kotor (Montenegro Day 2)

O dia começa pedalando próximo a essa água de cor maravilhosa. Eu saio num ritmo bem lento, sem preocupação nenhuma em ter velocidade. Só curtindo e aproveitando o entorno.

Depois de 5 k assim, vou beber água e vejo que esqueci minha garrafinha no hotel. Paro antes de uma subida e fico imobilizada por uns instantes fazendo cálculos. “Será que volto para pegar minha garrafinha? Isso dariam mais 10 k…”

“Bom dia!” meu amigo holandês de ontem para do meu lado. “Está indo para onde?”

“Perast, talvez? Não sei estou procurando uma cidade menor.”

“Sim, Dubrovnik ou mesmo Mostar (na Bosnia) são lindas e tal, mas são muitos Disneylandia!”

Hahahaha  takes one to know one, entendi que meu amigo holandês também estava querendo fugir de multidões e turistas.

“Bom, mas você esta indo para Kotor. O que acha que vai encontrar lá?”

Quando lhe contei que esqueci minha garrafinha ele me alertou “Tem uma intersport aqui na frente”

Eita universo que resolveu meu problema. Siga. Garrafinha resolvida, agora era seguir viagem contornando a baía conforme o planejado.

A cor da água emoldurada pelas montanhas é realmente algo muito maravilhoso.

A estrada é bem movimentada, sem acostamento. Os carros estão acostumados com os ciclistas, não que isso inclua respeito. A cultura de bike é totalmente diferente de um país ciclista como uma Italia ou França, por exemplo. Quando pesquisei o pedal uma das recomendações era estar bem sinalizada. Assim sigo.

Quase no estreito que divide a segunda parte da baía é possível ver o paredão rochoso e cadeias de montanhas de proporção monumental. Me lembrou a Noruega com seus fiordes gigantescos.

Na hora do almoço sigo para um restaurante que a Lurdes tinha pesquisado e achado para mim na véspera. Desviei o caminho da estrada principal com receio de que pudesse estar fechado, a temporada ainda não começou então em lugares mais remotos ainda tem muita coisa fechada.

O lugar era incrível, banhado por um rio de águas cristalinas com um paisagismo lindo! Obrigada Lurdes, grande ideia essa que você teve!

Pedi lulas grelhadas, hum! De sobremesa um petit gateau que estava delicioso!

Depois segui viagem admirando os lindos paredões.

Até chegar em Perast. Que é famosa porque na frente tem duas ilhasinhas que são os postais da baía de Kotor a “Sra das Pedras” que tem uma igreja azul clara, e a Saint George.

Aí imagina Perast (o vilarejo), cheinho de chineses, turistas, barquinhos indo e vindo, movimento. Arghhhhh! Eu não consigo imaginar isso em alta temporada

Passo na frente de uma sorveteria com uma cara muito boa. Peço um sorvete de framboesa e  limão com manjericão.

Para tudooo! O melhor sorvete que tomei na vida. Na hora que a mulher começou a montar o cone eu senti o cheirinho do manjericão. Como é que pode sorvete ter cheio? O sabor era suave e cheio de personalidade. Na frente da sorveteria conversei com um casal de turistas argentinos.

Decido seguir viagem para Kotor mesmo, descubro que existe uma montanha para subir, então talvez fosse um bom plano seguir e já ficar por la.

Um pouco antes de chegar paro e começo a procurar estadias que fossem perto da entrada da trilha. Seguindo para lá escuto.

“Luli?” Era a Isabelle e os americanos que competiram comigo a RatRace. Eu sabia que eles estavam em Kotor, mas que coincidência eu passar na rua bem no momento que ela estava olhando para baixo!

“Quer subir?”

“Não, obrigada, vou seguir viagem!”

Meu dia termina com 46 quilómetros de pedal!

Troquei a reserva que tinha feito de um hotel no centro histórico para um pequeno quarto em um apartamento local, que parece ser num lado mais tranquilo, mas aqui no centro, o barulho é permitido até meia noite. Com um navio cruzeiro ancorado na baía, será que isso vai dar certo?

E olha quem tá aqui! A mesma sorveteria, agora fui de cereja e chocolate. Amanhã tem mais!

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