
Sorte que o hotel me deixou deixar a minha caixa de bike aqui; assim aproveitei por me livrar de outras coisas que eu não queria carregar. Comprei pedais na véspera porque não queria andar de sapatilhas. Numa viagem de bike, tenis são mais confortáveis. Mesmo me livrando de carga levo 14 k. Tá, mas talvez quase metade do peso seja comida. Aprendi a ser mais prevenida.
Saí pelo track que tracei da porta do hotel em direção ao sul.

Passando por Dubrovnik. A estrada que segue daqui é tão linda quanto movimentada.

Estreita sem acostamento. Dizem que os motoristas estão acostumados com a presença de ciclistas, também pudera; não existem alternativas. Eu tracei um track levando em consideração gravel, para que o app pudesse dar alternativas não só de asfalto.

Não era nem meio dia eu parei num restaurante para tentar comer, em vão, faltavam quarenta minutos para abrir. Segue viagem, mas aproveita a vista bonita para parar comer um biscoito de polvilho e uma coca cola que levava na bagagem.


Depois do quilometro 30 mais ou menos, mais precisamente depois que passei o aeroporto, saí da estrada principal para finalmente curtir a calma e o silencio.

A paisagem é linda, cheia de ciprestes por todos os lados.

A estrada ainda passa por alguns pequenos vilarejos croatas. Cipili.

Ainda tenho procurar pelo google restaurantes, mas em vão, já estou entrando numa área mais remota. Ainda bem que carrego bastante comida. Agua talvez não chegue.


Sigo curtindo o silencio e a estrada nada movimentada, tão sem movimento que ao passar na frente de uma casa tinha um labrador deitado no meio dela. Parei e conversamos um bocado. Que fofura!

“Hello.”
Tomei um susto! Estava curtindo o meu silencio pedalando quando um holandês passa por mim.
“Para onde está indo?”
“Para Montenegro, Novo qualquer coisa, não lembro bem o nome da cidade.”
“Eu também!”
Ainda trocamos algumas figurinhas de que aplicativo utilizamos para montar um track e assuntos daqueles que viajam em cima da bike se identificam. Depois ele seguiu seu caminho e eu me recolhi novamente a minha introspecção.

Começou a ficar difícil de gerir o esforço. Melhor parar e comer qualquer coisa, dosando a água para não ficar sem.

Já mais próximo da fronteira tinha uma longa subida, a maior do dia.

Vem a descida e ao longe vejo a fronteira. Paro para pegar meu passaporte e deixa lo a mão. Primeiro era a aduana.
“Está sozinha?”
“Sim”
“Mas tem uma placa.” se referindo ao meu numeral da bike.
“Ah! eu estava competindo, agora viajo sozinha.”
“Pode passar.”
Ué, não vão pedir meu passaporte? Depois percebi que era outra ainda a entrada. O senhor na cabine pegou meu passaporte, sem perguntar nada carimbou e me devolveu com um sorriso: “Faça uma boa viagem!”
Ah Montenegro! Há tempos que você estava na minha lista.

A vista da baía é impressionante!


Em Herceg Novi vista para o mar. Foi entrar no quarto que veio chuva e ventania, mas para fechar o dia e comemorar a chegada à novo país, um lindo arco-íris!

Boa noite, Montenegro!

