Bem vindos ao sertão do Brasil!

A estrada é longa.

Saímos de Petrolina uma cidade na divisa de Pernambuco e Bahia. Seguimos passando por margens do rio São Francisco.

A parada para almoço é num posto de gasolina. Seria impossível passarmos despercebidos, independentemente da roupa ou pele. Um senhor se aproxima da nossa mesa e diz que deveríamos conhecer a praia local.

Algumas cidades foram inundadas para que a barragem de Sobradinho fora construída. Remanso, onde almoçamos é uma delas; a velha cidade migrou para o local onde está hoje.

Antes da praia, decidimos que não poderemos viver no sertão sem chapéus de vaqueiro.

Lampião e Maria Bonita.

Seguimos para o mercado local e por sorte achamos dois. “Tudo volta as origens.” Os antepassados da minha avó materna devem estar se divertindo com a gente aqui.

Seguimos o conselho do senhor e lá fomos nós.

O lago de Sobradinho é gigantesco e por um momento até esqueçamos que estamos numa região árida de catinga. Muitas árvores de caju.

Foto e siga. Ainda tem muita viagem.

Voltamos para a a estrada interminável. Vegetação típica de catinga; arbustos baixos espinhosos, solo avermelhado, lindo e extenso horizonte aberto. O céu tem uma luminosidade diferente.

A beira da estrada de duas mãos; cabras, gado, porcos.

Assustador viajar tomando sustos com os animais que parecem não se preocupar muito com a passagem de carros. Ao se aproximar mais do destino, já no estado do Piauí, a paisagem começa a ter mais relevo, a catinga começa dar espaço ao cerrado.

Em Raimundo Notato paramos para finalizar a missão; fomos à caça de mais dois chapéus de couro.

E depois de seguir muitas indicações, finalmente achamos.

Chegamos em Caracol no finalzinho da luz do dia, que nessa época é por volta das cinco e meia.

Depois de quilómetros e quilómetros de carro, lanchamos tapiocas, açai e cupuaçu e enfim cama.

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