“Diabo veste Pink”. Tá certo o nome é um pouco agressivo, mas combinava perfeitamente com a hora do rush e a chuva que castigava a cidade sem dó. Devidamente inscrita e com a equipe base Daniel Brasil, que seria meu informante e me passaria o melhor caminho a ser percorrido. Quatro PCs que seriam anunciados segundos antes da largada.
A chuva gerou desistencias. “Eita povo de açucar, viu?!” Uns não vieram porque São paulo parou! (Ninguém mandou andar de carro!)
Bravos e corajosos estavam presentes. Se juntou uma turma altíssimo astral, bike courriers, ciclistas e amantes da cultura. Bora! Queremos largar!
“Ei me dá meu papelzinho ai! Eu também quero saber!”
Segredo que Tom Cox o organizador e idealizador guarda sempre as sete chaves finalmente revelado: “Pça charles Miller, Pça Cívica (socorro aonde fica isso?) Pça Panamericana e entrada principal do Parque Villa Lobos.”
“Alo Daniel?! Pra onde eu vou?”
Demorou um pouco para eu me entender com o meu apoio base que ia me passando as coordenadas pelo fone do celular, enquanto eu pedalava.
“Isso segue nessa rua que já já ela muda de nome e vai se chamar Caiubi”
“Caiubi??? Meu Deus Daniel você me mandou para a maior subida de São Paulo!”
O traçado em linha reta do Google maps poderia não ser uma boa estratégia, o caminho era mais curto mas a gente não pensou que podia cruzar com subidas intermináveis.
“Tá valendo!”
Vinte e dois quilometros depois, estava eu colocando meu último anel no bastão. Fui a segunda mulher e a penultima competidora, talvez porque o pneu da última furou logo na largada, mas “O que interessa é competir!” Não é o que diz o ditado?













3 Responses
Boa matéria. Parabéns.
Gostei da reportagem! Parabéns, e obrigado pela divulgação do meu trabalho! Sucesso, pedal, e bons ventos, como dizem os velejadores…
abraços,
Siqueira
Um dia irei fazer esta prova maluca!!! Você faz mal aos diabetes 😛