Pedalando conforme o clima {NZ bike day 3 & 4}

DIA 3 SOL – Distância 116 km /  Ascensão 960 m /  8.28 hs

Começando com o dia de ontem (aquele que pedalei 120 km e depois de nove horas não tinha energia para escrever.).

Eu sabia que teria um dia de sol seguido de um dia de chuva. A opção para o terceiro dia era pedalar 45 ou pedalar 120, levando em consideração que os 85 passavam no meio das montanhas e nada teria além da natureza selvagem.

Confesso que a idade me deixou mais medrosa na hora de enfrentar o desconhecido, minhas atitudes hoje em dia tem mais cautela. Por outro lado o imprevisível me atrai e levando em consideração o clima, talvez fosse bom atacar os 120 quilômetros pelas montanhas num dia de sol.

Nas minhas andanças de bike por ai, um dia normal de viagem tem em media 75 km, os longos podem chegar a 100 (mas esses são muitos raros levando em consideração condições e paradas). Então na minha cabeça eu já visualizava um cenário que envolvia um bivaque (saco de emergência de dormir) e os meus fósforos.

Felizmente o pedal do dia foi só pela estrada 6 o que garantiu uma velocidade média maior e a chegada no começo da noite antes de escurecer. Nas viagens de bike costumo escolher caminhos que não envolvam rodovias (acho muito desconfortável pedalar com carros) mas aqui no país das ovelhas o movimento das estradas é tão baixo que pedalar no asfalto tem sido uma agradável experiência.

bike HaastDIA 4 CHUVA 36 km / Ascensão Acumulada 354 m / 3.08 hs

Quando se trata de perrengues a nossa memória é curta. Com essa amnésia sai às nove e meia da manhã num dia chuvoso para mais um dia de pedal. A programação era 86 km (planejei a viagem de acordo com paradas para dormir em pequenos hotéis o que acaba limitando as opções de distância  pela região tão remota e selvagem).

Para tentar proteger meu rosto da água não conseguia nem olhar para frente de tanto que a chuva castigava.O calor do meu corpo não durou muito, logo estava toda molhada e à medida que a situação piorava eu parava para pegar outro casaco ou a capa de chuva.

O tal famoso noroeste entrava com toda a fúria, algumas vezes ele me derrubou da bicicleta e em todas elas eu pensei em voltar para trás. Porque retornar é algo tão difícil? Perder o que já foi conquistado? Mesmo sabendo que a minha parada estava horas de distância resolvi ter fé no caminho.

Prazer zero. Depois de 36 quilômetros e 3 horas de pedal duro e sofrido contra o vento e a chuva, no meio da remota costa oeste, aparece um oásis ecológico. Um hotel daqueles! Perfeito para aproveitar o que agora poderia ser um lindo dia de chuva!

Amanhã tem mais!

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3 Responses

  1. Afffff pedalar com chuva…. a chuva parece agulhinhas né? Tô torcendo por mais sol e menos chuva!!!!!❤👏👏🚲

  2. Incrível como tudo é a nosso favor quando se deixa a energia fluir. Sempre aparece algo para nos salvar.

    Imagino que essas 3 horas tenham sido muito piores, mas muito, que os 120km de ontem.

    Mana, estou com você nos meus sonos, tenha certeza disso.

    Te mao

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