Thank you, Malta! {MBW Day 5 e 6}

Um furacão?! Aí já é sacanagem né, São Pedro!?

Aproveitando o mal tempo o ideal seria voltar para ilha de Malta. 

Sair da Guest House foi emotivo; despedir-me dos Srs Italianos que me acolheram com tanto carinho esses dias em Gozo, me tocou. É engraçado como às vezes nos conectamos com pessoas, mesmo sem muita partilha.Escolhi um hotel em Mellieha e pra lá segui. Sob ventos fortes e chuva, com frio. Pelo primeiro dia senti frio aqui em Malta.Direto e reto até o Ferry e de lá pra o novo destino.

Depois do almoço (Sim, Lurdes, pizza. Lembra que essa terra em termos gourmet é o país vizinho.)

Fui me divertir nas trilhas de btt do Xterra. Por pouco tempo.Depois de um dia cinza e cheio de chuva São Pedro se redimiu num final de tarde com arcos-íris cor de rosa.

E não é que amanheceu sol? Eu queria ir numa gruta pros lados de Comino, e aproveitei para ver se lá chegava. “O mar está muito batido, hoje não há barcos para a ilha.”Wandering. O universo decide, a gente segue. Coral Lagoon, talvez com o mar rebelde de hoje, não seja o dia mais fotogênico dela:A costa, onde ela está, é linda.Os lugares remotos com mais natureza estão na ilha de Gozo. A minha maneira de pesquisar aqui em Malta, foi dar zoom no Google Maps, porque as buscas tradicionais levam à lugares turísticos e cheios de gente. Foi assim que encontrei o destino da tarde trilhas de Victoria. (Depois de fazer mais uma visitinha aos trilhos de btt do Xterra, hihihi)A trilha Victoria segue ao longo do topo de uma barreira geográfica natural, conhecida como a Grande Falha.Uma extensa muralha foi construída aproveitando estrategicamente a crista natural e a formação rochosa. Construída pelos britânicos para proteger as cidades e portos das invasões, foi usada como barreira defensiva há centenas de anos.Aí, a esperta aqui, entra na trilha errada! Caí no fosso e tentei achar uma maneira de acessar a muralha. Que perrengue!

“So close and yet, so far.”

Ouvindo o Sr em cima da muralha valorizando o meu esforço de carregar a bike morro acima.Quando finalmente consegui acessar a muralha, resolvi abandonar a bike. Andei um pouco e achei a vista perfeita. Ali sentada em cima de tantas batalhas, agora no silêncio, aproveitei para petiscar o almoço.

Depois voltei para Golden Beach, onde a aventura começou, dez dias atrás.

Para cerimônia de despedida da minha sapatilha e encerramento final. 

Diz Marie Kondo que não devemos nos apegar à bens materiais. “Abrace, agradeça tudo aquilo que aquilo te proporcionou, e se desfaça.”

Foi uma longa caminhada pela praia e conversa, lembramos de tantas provas que competimos juntas. Desde a surpresa do Rui na ilha do Pico, passando pelo escorpião no México e tantas outras histórias de bike nesses quatro anos; “Obrigada, sapatilha!”

Aproveitamos e agradecemos juntas a nossa aventura final em Malta.

“Obrigada Malta!”

Assim com sabor agridoce, sorriso nos lábios, e alma feliz deixo Malta.

Obrigada à todos que vieram junto!

Amor, até já!

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2 Responses

  1. Tenho a certeza que essa sapatilha foi abençoada com momentos gloriosos, deveria ir para um museu onde pudesse contar a sua história, onde ficasse vaidosa com os olhares de pessoas inspiradas pelos dizeres na vitrine onde estaria exposta.
    Museu Cox. Eu compraria bilhete para ir ver♡

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