Um furacão?! Aí já é sacanagem né, São Pedro!?
Aproveitando o mal tempo o ideal seria voltar para ilha de Malta.
Sair da Guest House foi emotivo; despedir-me dos Srs Italianos que me acolheram com tanto carinho esses dias em Gozo, me tocou. É engraçado como às vezes nos conectamos com pessoas, mesmo sem muita partilha.
Escolhi um hotel em Mellieha e pra lá segui. Sob ventos fortes e chuva, com frio. Pelo primeiro dia senti frio aqui em Malta.
Direto e reto até o Ferry e de lá pra o novo destino.
Depois do almoço (Sim, Lurdes, pizza. Lembra que essa terra em termos gourmet é o país vizinho.)
Fui me divertir nas trilhas de btt do Xterra. Por pouco tempo.
Depois de um dia cinza e cheio de chuva São Pedro se redimiu num final de tarde com arcos-íris cor de rosa.
E não é que amanheceu sol? Eu queria ir numa gruta pros lados de Comino, e aproveitei para ver se lá chegava. “O mar está muito batido, hoje não há barcos para a ilha.”
Wandering. O universo decide, a gente segue. Coral Lagoon, talvez com o mar rebelde de hoje, não seja o dia mais fotogênico dela:
A costa, onde ela está, é linda.
Os lugares remotos com mais natureza estão na ilha de Gozo.
A minha maneira de pesquisar aqui em Malta, foi dar zoom no Google Maps, porque as buscas tradicionais levam à lugares turísticos e cheios de gente.
Foi assim que encontrei o destino da tarde trilhas de Victoria. (Depois de fazer mais uma visitinha aos trilhos de btt do Xterra, hihihi)
A trilha Victoria segue ao longo do topo de uma barreira geográfica natural, conhecida como a Grande Falha.
Uma extensa muralha foi construída aproveitando estrategicamente a crista natural e a formação rochosa.
Construída pelos britânicos para proteger as cidades e portos das invasões, foi usada como barreira defensiva há centenas de anos.
Aí, a esperta aqui, entra na trilha errada! Caí no fosso e tentei achar uma maneira de acessar a muralha. Que perrengue!
“So close and yet, so far.”
Ouvindo o Sr em cima da muralha valorizando o meu esforço de carregar a bike morro acima.
Quando finalmente consegui acessar a muralha, resolvi abandonar a bike. Andei um pouco e achei a vista perfeita. Ali sentada em cima de tantas batalhas, agora no silêncio, aproveitei para petiscar o almoço.
Depois voltei para Golden Beach, onde a aventura começou, dez dias atrás.
Para cerimônia de despedida da minha sapatilha e encerramento final.
Diz Marie Kondo que não devemos nos apegar à bens materiais. “Abrace, agradeça tudo aquilo que aquilo te proporcionou, e se desfaça.”
Foi uma longa caminhada pela praia e conversa, lembramos de tantas provas que competimos juntas. Desde a surpresa do Rui na ilha do Pico, passando pelo escorpião no México e tantas outras histórias de bike nesses quatro anos; “Obrigada, sapatilha!”
Aproveitamos e agradecemos juntas a nossa aventura final em Malta.
“Obrigada Malta!”
Assim com sabor agridoce, sorriso nos lábios, e alma feliz deixo Malta.
Obrigada à todos que vieram junto!
Amor, até já!



2 Responses
Que “figurinhas” maravilhosas !!!!! Love ❤️
Tenho a certeza que essa sapatilha foi abençoada com momentos gloriosos, deveria ir para um museu onde pudesse contar a sua história, onde ficasse vaidosa com os olhares de pessoas inspiradas pelos dizeres na vitrine onde estaria exposta.
Museu Cox. Eu compraria bilhete para ir ver♡