A Incrível Ayutthaya {Thailand Day 2}

Sentada de frente para o Chao Phraya tomei o café da manhã mais tranquilo e sem pressa da vida. 

Comi de tudo salada, ovos, um prato de frutas desconhecidas, pães, iogurte e geleia, para ver se sanava a fome da madrugada. Entrar no fuso de sete horas de avanço tá complicado!

A paz efetivamente está em Ayutthaya, a velocidade pacífica com que a água do rio corre ao som misto da bossa nova e dos cantos religiosos do templo a distância dita um ritmo lento. A respiração pausada marca meu dia. 

Fui de mochila nas costas a pé até o hotel seguinte. No caminho já esbarrei com ruínas dos templos perdidas no meio da cidade. Em uma delas uma senhora rezava. 

Quando pesquisei o país me apaixonei pela arquitetura milenar dos templos e ruínas de Ayutthaya:

A Cidade Histórica foi fundada em 1350, e foi a segunda capital do Reino Siamês, começou a se desenvolver do século XIV ao XVIII.

Durante esse período, ela cresceu até se tornar uma das maiores áreas urbanas do mundo! 

Contudo, Ayutthaya foi atacada e arrasada pelo exército birmanês que em 1767, incendiou a cidade (decapitou todos os Budas!) e forçou os habitantes a abandona-la.

A cidade está estrategicamente localizada em uma ilha, rodeada por três rios que ligam a cidade ao mar (o que poderia ser um paraíso absoluto para remar.)

Infelizmente, as hidrovias de Ayutthaya – as antigas instalações de transporte e viagens – estão desaparecendo.

Muitos canais ficaram estagnados, sufocados pelo lixo urbano ou secaram devido à falta de manutenção. Muitos mais foram reivindicados para abrir caminho para aterros e estradas de concreto.

“A Veneza do Oriente”, tornou-se um passado distante; mas a água ainda desempenha um papel vital para as comunidades locais, que usam os canais para pescar, tomar banho, lavar pratos e roupas e irrigar seus jardins.”

Se não vamos de paddle, vamos de bike! Muitos hotéis disponibilizam “ratoeiras” (como meu irmão chamaria a bicicleta que eu pedalei hoje) para os hóspedes explorarem a cidade. Felizmente, e na minha opinião inacreditavelmente, não me deparei com grande quantidade de turistas, as vezes era so esperar um pouco e tinha grandes espaços so para mim!

Descobrir as ruínas de templos espalhados pela ilha parece um caça-ao-tesouro. Eu comprei uma entrada que dava direito a visitar seis. 

De bike vai se rápido, mas atenção! Para pedalar na mão (ou na nossa contramão) tem que pensar, quase fazer cálculos!  Bom é que a ciclovia ajuda e a organização caótica de trânsito no oriente parece sempre funcionar.

Foi o dia inteiro pedalando de um lado para o outro e descobrindo tesouros milenares, só parei para almoçar.

Descobri um restaurantesinho orgânico e estava uma delícia! 

Voltei para o hotel e resolvi que ficarei mais um dia inteiro, para explorar um pouco mais do lugar que me deixou apaixonada pelo país! Até amanhã!

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