“O movimento aqui está como se fosse temporada.” Tuca o dono do restaurante exclama com certo espanto.
Bate com a informação que tenho de muitos outros lugares também em Portugal. O raio do #fiqueemcasa serviu para potencializar o contrário. Ninguém mais quer ficar em casa e quem antes ficava, agora resolveu mudar de ideia.
Isso altera os planos daqueles que sempre estiveram se aventurando em lugares remotos, nesse caso; nós.
Agora nos finais de semana temos que buscar os mais remotos ainda.
“Fácil! Uma hora e meia na mata com muitos trechos de subida de cachoeira por pedras escorregadias, chegaremos numa gruta muito doida.”
Aparentemente nem os locais conhecem a gruta, que fica afastada da trilha usada pelos envenenadores de cachoeira. Sim aqui na Ilhabela é preciso um controle dos borrachudos. Diz a lenda que o veneno é biológico, há quem discorde:
“Eu?! Eu já vi camarão sair andando da água!”
Imagina se não existisse o controle! Minha perna após uma semana de ilha está mais furada que um escorredor.
Mas vamos à trilha. Segue mesmo a descrição de apresentação. Apesar da quilometragem ser pequena, a progressão na mata e pedras é tão lenta e cheia de obstáculos que chegar lá é uma conquista.
As fotos não relatam a dimensão da natureza e tão pouco a escala monumental do todo.
A biodiversidade encanta; vemos muitas bromélias e espécies variadas. Descobrimos Abuta, um cacho de fruto que curiosamente nasce do cipó.

Como diria em Portugal “A Paisagem é brutal!”.
A volta foi no estilo de praxe; se perder faz parte do caminho. A gente bem sabe que, sem pressa se chega a qualquer lugar!



3 Responses
Eu estou a ficar impaciente por não estar aí!!!
Que sentimento tão intenso de nostalgia!
Obrigado por todos esses relatos maravilhosos que ajudam a dissuadir a saudade ❤️
Te amo meloa 🍈❤️
Mas que raio são os borrachudos?😂
Estou a adorar a viagem, leva-me para bem longe♡ obrigada😘😘😘
Que lugar liiiiindo!! Animalll!!!
Pena que as pernocas aqui nao dão pra tanto lindo lindo lindo!!!!