A tal da Loire 725

Eu não sei bem exatamente quando, no começo desse ano, descobri sobre a Loire 725, mas eu sei precisamente onde estava, onde a minha cabeça foi parar e toda a inquietude que veio a seguir.

“Setecentos e vinte e cinco quilômetros em stand up paddle?”

A Loire 725 é uma competição em autonomia que foi criada em 2021, por alguns malucos franceses que por restrições pandêmicas não poderiam competir a Yukon river quest, prova de distância similar que acontece anualmente no Canadá.

Havia treino, faltava a prova, já que viajar não era solução; o grupo se reuniu e foi remar o rio Loire em quase toda sua extensão; de Roanne até o atlântico terminado em Paimboeuf, a sua foz. 

Edição experimental concluída, sucesso garantindo o que será em 2022, daqui uma semana; a primeira edição oficial da competição no Loire.

Conhecido também como o “último rio selvagem”, o palco da aventura,  é o maior rio da França.

“Mas setecentas e vinte e cinco quilômetros?”

“Sim! Em uma semana!”

Ouvindo o grau de excitação do outro lado da linha, senti que a Dri a partir daquele dia também estava com as noites de sono contadas.

“Bora!”

Não sei dizer se termos a inscrição aprovada me acalmou ou me apavorou mais; aí vieram os cálculos.

Remar 104 quilômetros por dia. Poderemos remar das seis da manhã até as 10 da noite. 

“Teremos que remar numa velocidade de mais de 7 k por hora para conseguir passar nos cortes da prova.”

Quando me inscrevi as dúvidas que tive foram rapidamente respondidas numa ligação por Phillipe um dos organizadores da competição.

Com seu inglês macarrônico, o francês me respondia o que ele sabia, ou o que ele nem queria saber;

“Ah vocês vem de SUP? Eu não sei nada de SUP, eu gosto é de caiaque, remar de pé é coisa de maluco.”

As competições de caiaques em rios tem muita tradição na França e de uns anos para cá elas começaram a ser invadidas pelo stand up paddle, a modalidade que não para de crescer no mundo.

Pra mim, os cálculos de corte da Loire 725 foram baseados em tempos de caiaques, que tem velocidade muito superior a prancha. 

Cálculos à parte, fomos pra água treinar e colocar quilometragem nos bracinhos, eu em Portugal e a Dri no Brasil, sempre com a França na cabeça.

Logo história continua….

RELATED POSTS

Olá Croácia!

A Viagem de carro do aeroporto até Dubrovnik é linda! A paisagem impressiona. “Wow!” Vendo

LEAVE A REPLY

2 Responses

  1. Eu ja estou na prancha ( mesmo que ainda esteja vazia) à espera do arranque para ajudar na torcida e na remada♡ estamos juntas desde o primeiro sonho♡

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

@FLOWERPEOPLETEAM

COME WITH US!

PARTNERS