“The mountains are calling, and I must go.”
Não sei quem inventou a celebre frase, mas todo dia ensolarado eu escuto em alto e bom som a Pedra do Baú me chamando.
Após três dias consecutivos de chuva então…
A Pedra do Baú e um monumento natural estadual, uma formação rochosa com cume de 1895 metros de altitude e 350 metros de altura.
Saí cedo para o programa. Cheguei na portaria do parque as 9:07, peguei uma pequena fila de carros para entrar. É cobrada uma taxa de 10 reais por pessoa para entrada no parque.
Após o estacionar ja sai em direção à montanha.
São quase dois quilómetros até a entrada da trilha.
“Bom dia, voce já conhece aqui?”
“Já!”
“Onde voce vai?”
“Subir o Baú!”
“Fez agendamento? Só é possível subir se tiver agendado e com equipamento de segurança.”
O Bau tem duas vias ferratas que sobem até o topo da pedra. A sul está interditada por questões de segurança; caiu parte de uma escada, portanto agora só há subida pela face Norte, e a abertura pós pandemia com o aumento de pessoas existe mais transito nos dois sentidos da via, assim por questões de segurança é necessário o equipamento.
O agendamento serve para controlar o número limitado de pessoas que podem acessar a montanha por dia.
“Ja foi na Ana Chata?”
Referindo se a outra formação rochosa que fica em uma das laterais do Baú; de um lado a Ana Chata e do outro o Bauzinho.
Eu me lembro de ter escalado (com cordas) a Ana Chata há muitos anos, não me lembro de ter subido nela por uma via ferrata.
“Ainda restam 26 vagas para a Ana Chata.”
Percebo que tive sorte porque cheguei no Parque (sem saber) no horário de abertura.
O destino tinha escolhido por mim, e porque não?
A trilha para lá percorre lateralmente toda a base sul da pedra do Baú, uma trilha com partes exigentes e bem variada no meio da mata.
No percurso é possível ver a entrada boqueada e abandonada da subida da via ferrata sul.
Depois de passar a base do Baú é quase mais um quilometro de trilha. Já começa a ficar mais desafiante mesmo antes de chegar a base da Ana Chata tem escaladas de pedra e obstáculos.
A Via Ferrata da Ana Chata eh muito curtinha mas também beira precipícios, o ponto alto e diferencial para mim foi é atravessar a caverna de 30 metros com uma pequena abertura do outro lado. Olhando para trás pela “janela” da caverna eh possível ver a Pedra do Baú enquadrada.

A vista de cima da Ana Chata é, para quem conhece as outras, menos bonita. Não que ela não seja, mas olhando de lá a Pedra do Bau fica mais afastada. Os dois vales são sempre visíveis de todas as três; Bauzinho, Baú e Ana Chata; vista verde com uma cadeia interminável de morros e montanhas no horizonte.

Haviam outras pessoas la em cima, e enquanto eu estava la subiram outras mais. Curti um pouco o visual e voltei pela trilha, e antes de sair dela, peguei a ultima bifurcação e fui ate o Bauzinho.
Para quem não tem muita vertigem da para caminhar sobre o rochedo, até bem perto do Baú e tirar uma foto na vista lateral mais linda dele!



One Response
E ele respondeu… manda beijos pra sua mãe 😜