Sai do parque Zhangjiajie ainda tinha luz do dia, e como o dia era de sol; bora explorar para aproveitar!
“O Baofeng lake fica aqui perto, pegue o ónibus numero 2.”
Sentada no ponto de ónibus nada de ver o numero do passar, em compensação números 1 tinham aos montes. Tinha outra chinesa esperando e me perguntou.
“Alone?”
Não que ela falasse ingles, mas sabia algumas palavras e logo na comunicação de gestos e uma palavra aqui, outra ali, começamos a conversar. Ela viajava sozinha também, coisa que me espantou após dias cruzando com apenas grupos de turistas liderados por um guia turístico. Aqui na China é muito comum as viagens em grupo com guia.
Conversa vai, conversa vem e nada do ónibus chegar.
“You, me, taxi!”
Fechado! Quando eu levantei para segui-la:
“Wait!” ela fez sinal para que eu esperasse.
O taxi passou e ela começou a negociação. Depois que estava satisfeita me chamou. Ai que eu entendi, se o taxista tivesse me visto a corrida sairia mais cara.

Aline tinha a ginga de malandra, quando chegamos no barco, ela deu um jeito de furar a fila toda e antes mesmo do embarque começar ja estávamos sentadas no primeiro banco:
“Lucy, come! Lucy come!” _Me posicionava e me defendia.
O pequeno Baofeng lake não passou de um programa de turistas, pelo menos a beleza do lugar, uma nova amizade e a luz final do dia garantiram diversão de mais uma aventura chinesa. Voltamos mais uma vez de taxi, chupando cana de açúcar que Aline comprou após outra barganha.
Que vida doce!






