No segundo dia de trabalho na Transrockies Run, foram 3 escolhidos para subir o Hope pass, e para a minha sorte estava entre eles.
O checkpoint 2 fica passando o cume que está a 3800m, para levar os suprimentos lá pra cima vão dois Cowboys com mulas e cavalos na noite anterior.
Laurel, Joe e eu saímos cedinho bem antes da largada para dar tempo de preparar tudo no lá no topo.
É difícil descrever em palavras o que é estar em alta montanha rodeada por outros picos, a vista com os lagos e os tons do Colorado. Literalmente faz faltar o ar. Quando atingimos o cume, pensei nos que adorariam estar ali, fiquei emocionada!
Ponto de água montado com a juda do Cowboy Tom e depois de abastecer 400 atletas era hora de descer! Yeah!
Liguei o Suunto de novo e soltei os freios! A descida tem trechos técnicos e é lindíssima no meio da floresta beirando um rio! O plano é um pouco mais sofrido mesmo descendo, a altitude ainda é muito alta.

O melhor fica para o terceiro dia, o
acampamento é Camp Hale um refúgio dos tempos da segunda guerra, no meio das montanhas e no meio do silêncio e da natureza. Após um dia longo de corrida é hora da corrida da cerveja “Beer mile.”
Michelob uma marca de cerveja, um dos patrocinadores da prova contribui para o sucesso e abastecimento da brincadeira.
Não muito após descer do pódio, alguns dos campeões do dia encaram o desafio de beber uma lata de cerveja correr um quarto de milha, beber outra lata de cerveja, correr de volta mais uma lata de cerveja.
São 4 vezes isso!
Staffs e atletas se aglomeram para torcer e ver o show: alguns correndo de cueca, outros de crocs até um que correu pelado apenas com um chapéu cobrindo suas partes íntimas, Martin Gaffuri foi o segundo lugar na Transrockies Run 3.
A elite do trail run rende-se a brincadeira garantido risadas conquistam toda a torcida. Integração, festa e diversão mais um dia nas montanhas!

