Itamonte a Aiuruoca Caminho dos Anjos Day 2

ITAMONTE a AIURUOCA 75k  Ascensão 1.500m Tempo de pedal 8h Tempo de viagem 10h

Nunca numa ciclo viagem conseguimos sair tão cedo como hoje. 

O moço do hotel gentilmente fez nosso café da manhã antes do previsto com intensão de ajudar para que nosso dia começasse logo.Mal saímos de Itamonte já começamos a subir. Vinte e cinco quilômetros morro acima. Imaginem só! No início da subida tem a represa dos Braga que valeu uma rápida parada.Eu estava bem cansada já com o acumulado de ontem e o ritmo estava devagar. Então estabelecemos a “regra clara”; “Se passar um carro ou caminhão com caçamba vamos pedir carona até o final da subida.”A estrada é super bonita e sem movimento algum, feita de bloquetes e por isso nos sentimos mais integradas na natureza.No meio da subida há um mini mercado, pra gente a parada foi obrigatória. Adivinhem? Mais polvilho e Coca.Não passou nenhum caminhão ou carro sem carga, e quando finalmente conseguimos de nada adiantou porque descobrimos que estávamos próximas ao topo.Dois simpáticos cariocas que nos explicaram que a descida (desenharam até um mapa!) por dentro do parque era um pouco mais longa, mas muito mais bela. E era para lá que as setas amarelas indicavam o caminho!Um vale realmente belo onde já começamos a avistar a serra do Papagaio. Descida maravilhosa!Finalmente chegamos a Alagoa, a cidade mais alta do sul de Minas Gerais, com 1.132 metros de altitude. Além de ser conhecida pela Unesco como Reserva da Biosfera, é famosa pelo queijo parmesão produzido artesanalmente pela população que vive na zona rural.Favorecida pelo clima e topografia da região, a cidade recebeu o título de “Terra do Queijo Parmesão”.

Então, em Minas Gerais a “terra do pão de queijo”, nada mais necessário que a parada em Alagoa para unir receitas; pão de queijo de parmesão. “Hummm!”Ali, sentada naquele “boteco” com a Dri, combinando o que pouco se combina; pão de queijo e açaí, o presente tomou conta de mim.

“Que saudades que eu tinha disso!”

Ainda havia muito que pedalar. Então siga! A segunda parte do dia não era bruta em termos de subida, era, como se diz em Portugal; um rompe pernas. Sobes e desces intermináveis. Eu já estava no meu limite de fraqueza e mesmo que fossem pequenas rampas descia para empurrar a bike.“Me da sua mochila aqui.” Dri sendo Dri. “Somos uma equipe você está mal, eu te ajudo.”Assim conseguimos imprimir um ritmo um pouco melhor.Paramos em outro oásis para nos reabastecermos de água e seguimos rumo ao que definimos o destino do dia; Aiuruoca.Outra pequena cidade nas altas montanhas da Mantiqueira. O visual do dia continuou lindíssimo. Chegamos já quase escuro, tempo de entrar na pousada, a Dri derrubar um vaso, tomarmos banho e sairmos para comer.

Um restaurante caseiro com a tradicional comida mineira. 

“Couve, eu quero couve!” 

De barriga cheia fomos logo dormir.

Amanhã tem mais, e é subida!

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5 Responses

  1. Se tem pão de queijo eu quero ir também!!😋
    Maravilhoso relato, viajo junto sempre que leio♡

    1. Eh a parte de tras dos carros “com caçamba” aqueles que da para colocar coisa atras hihihi tipo nossas bikes e a gente! Obrigada por estar sempre connosco! Beijinhos

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