Spartan Super Tenerife

Exatamente como em Sesimbra, o sol resolveu sair para o dia de competição. Isso quer dizer prova seca aqui em Tenerife.

O dia está maravilhoso, indo a pé para largada, lá está ele, só na espreita, alto e soberano; o Teide. 

Como se estivesse dizendo “Pode ir competir que eu estou te vigiando!”

Na véspera da prova, eu andei quase por todo percurso para analisar os obstáculos e estudar. Alguns fiquei algum tempo observando técnicas de passagens de outros atletas.

Também me diverti ao deixar senegalesas fazerem transas no meu cabelo.

Já sob o pórtico, o modo competição estava tão ativado que até as luvas esquerda e direita  eu coloquei em bolsos separados para não perder nenhum segundo na hora de vestir.

Largada.

O percurso da corrida é 99% plano. Corremos beirando a costa.

Over and under Já ajuda a dispersar um pouco os atletas. Pulo a parede, passo debaixo da seguinte e sigo.


Bender
um dos obstáculos que eu adoro, nunca tive dificuldade em ultrapassa lo. Aqui pego fila. Sério? Tinham quatro mulheres na minha frente. Aproveito para observar as passagens. As mulheres tem uma base de altura que ajuda a alcançar a primeira trave. Aí, é se grudar na parte negativa até ultrapassar pro outro lado. Siga!

Logo na sequência arame farpado, rastejar na areia preta!

Inverted wall, fácil! Com esses três obstáculos seguidos; atletas mais dispersados. Santa agilidade!

Saio correndo da praia, pela costa com destino a praia seguinte. Mais uma praia linda de areia preta!

Beater. Ah o que eu estudei esse obstáculo! Fiquei horas aqui, no youtube, mas não. Não foi dessa vez.

Preciso treinar e descobrir que maneira funcionará para mim?

A penalização me manda levar a corrente para passear, e como se não fosse o suficiente, adivinha o obstáculo seguinte?

Corrente!

Atlas Carry. O raio da bola de 30k. No meu histórico de Spartan esse é o obstáculo de evolução mais linear; na primeira nem consegui tirar a bola do chão, nas seguintes tive que rolar a bola na coxa para pega la. 

Hoje orgulhosamente consegui tirar a bola do chão no braço. Depois de treinos específicos no Crossfit, graças à Jéssica, minha amiga que muito me ajudou.

Javalina. “Eu sou neta da minha avó.” “Eu sou neta da minha avó.”

Nem assim, com mantras de auto convencimento consegui acertar a lança. E olha que dessa vez ela passou muito longe do alvo. Hahaha, Sorry Vó!

A penalidade veio sem dó: trinta burpees. Um quadrado delimitado na areia onde você precisa pôr a cara na GoPro e depois pagar os burpees. Tô nem aí! Treinei muito burpee esse mês! Só de raiva fiz 30 seguidos. Hihihi

Saio da segunda praia e sigo, um pouco mais devagar para tentar recuperar os batimentos.

Beam Balance, a trave de madeira. Eu contornei ao máximo a poça de lama que tinha na entrada do obstáculo para não entrar nele com os ténis escorregadios. Hoje meu equilíbrio estava melhor! Yhaa!

Over and under. Esse com torcida.

Corda. Coloco as luvas e siga subir. Quando estou a menos de quarenta cm do sino, lá em cima, meu pé desenrosca. A força no braço já tá no limite. Por pouco eu não vim abaixo. Conseguia escutar a torcida apreensiva do staff. Ufa! Consegui me prender, e subir a última cordada. “Bien!!!”

Hercules Hoist, com um pé só de apoio na estrutura tem que içar o peso até la em cima. Feito!

O Sand bag carry aqui era um “sobe morro, desce morro interminável.” Mas também já fui pior com pesos.

Na sequência o Bucket carry.

Cargo net usei a estratégia de passar com uma cambalhota por cima e aterrar do outro lado.

Monkey Bar tentei secar ao máximo minha mão, mas na segunda barra não teve jeito a falta de grip me levou ao chão. “Ah! Não!”

Toca a levar a Corrente para passear de novo.

Segue correndo até a próxima prainha. Aqui era encarar a natação no mar e escalar uma rede para sair dele.

E assim depois completamente molhado a gente encara o Twister?!

Até que foi indo, mas na metade eu já estava sofrendo muito para me manter ali. Faltou minha torcida de plantão para gritar “Vai falta menos que a metade!” Fail oh no! E aí?

Corrente para passear! Haha

No primeiro Hurdles eu dei uma barrigada na trave a caí pra trás. Volta e pega impulso de novo. Salta mais um. “Último! Boa depois vem aprender a surfar!” Gritou um espectador na praia com prancha.

Segue correndo. Até chegar numa piscina gigante beira mar i n c r í v e l!

Wow! Que coisa mais linda! Era uma travessia grande às vezes dava pé as vezes não.

A água era a do mar que estava geladinha, mas o dia está quente e o visual é lindo. Segui me divertindo.

Ai no final do loop tem a única subida da corrida. A subida, no meio desse percurso tão plano, parece até um obstáculo. Era um bate e volta, então dava para ver quem eram e onde estavam minhas oponentes.

Olympus. Tava com ele engasgado da última prova (que cai dele faltando poucos centímetros para o sino) Dessa vez meus estudos deram certo! Passei bem mais rápido e usando uma técnica com bem menos desgaste.

Paredes eram três sequenciais que iam aumentando de altura a última tinha mesmo que fazer esforço para alcançar o cimo. Na segunda tentativa consegui; prende o pé la em cima e puxa o resto do corpo! Adorei!

Agora só faltam dois quilómetros. Já consigo prever que o meu tempo de prova será melhor que Sesimbra.

Ué já estou aqui?

A frame. Adoro!

Multi Rig. Minha mão já estava mais seca e aqui a pegada é mais fina, tem mais grip. Yeah!

Climb Wall e…

Fire Jump é sinónimo de chegada.

Nove quilómetros e pouco. Eu estava achando mesmo rápida demais! Uma hora e vinte e sete, meu melhor tempo de sempre numa Spartan Super.

Primeiro lugar no meu AG! Thank you, Spartan!  Thank you Tenerife!

RELATED POSTS

LEAVE A REPLY

3 Responses

  1. Super woman🥰👏👏👏Agilidade , inteligência e destreza ♡ Parabéns manaaaa!!!!🥰👏👏👏🌸🌸🌸🌸🌸🌸🌸🌸🌸

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

@FLOWERPEOPLETEAM

COME WITH US!

PARTNERS