EXPEDIÇÃO EM BUSCA DO SOL
A previsão do tempo para o Norte, mais precisamente na banda de cá Porto, Baltar, fez com que tivéssemos que adiar o final de semana de trabalho de SUP.
“Tá sol lá para baixo.”
“Onde tu queres remar? Siga!”
Objetivos em vista; o Rui tem que meter horas na bike e eu na prancha, assim nesse esquema tentamos organizar uma logística para que pudéssemos nos aventurar sem ter que andar aos círculos.
“Nos encontramos em Alcácer do Sal no sábado ou no domingo. Tchau!” Tem rima no plano.
Na quinta mesmo já saí rumo à aventura. Com parada no meio do caminho para quebrar a viagem longa e para dormir com vista para o Zêzere. Uma das águas que tanto gosto de remar.
De manhã entrei na água na praia de Aldeia do Mato na Albufeira de Castelo do Bode. Saí para dar uma volta sem muita pretensão. Era aquecer os motores para o sábado.
Depois, de carro e fui rumo a Setúbal, chegando lá resolvi explorar a serra da Arrábida que tanto dizem maravilhas.
Acontece que antes mesmo de chegar à tão famosa vista, passando pelas praias vi que o vento que era previsto entrar ainda não dava sinal.
“O que? Olha a cor desse mar!”
Resolvi entrar na água e ir de uma praia até outra explorando a costa e me perdendo nos tons das águas.
Conscientemente escolhi ir no sentido contrário que o vento era suposto soprar.
Entrei na praia da Figueirinha e remei até uma pequena prainha Alpertucho, passando a praia do Portinho da Arrábida.
O mar estava tranquilo, mas mar é mar; a remada é muito diferente de um rio.
Essa parte da costa é qualquer coisa de espetacular. Curti alguns minutos antes de voltar, e óbvio quando subi na prancha o vento entrou mas no sentido que eu previa. Ufa! A volta ficou mais fácil.
Fui de carro até o ecoparque do Outão, um simpático local para motor homes com estrutura ótima e localização frente ao mar.
“São quantas noites?”
“Duas.”
“Quantas pessoas?”
“Uma; Eu hoje, meu marido amanhã.”
“????”
A cara de “não entendi” da mulher já exigia meu pronunciamento:
“Hoje eu durmo aqui, amanhã sairei de prancha muito cedo. O carro fica. Meu marido vai chegar à noite muito tarde, de bicicleta.”
Agora era tomar banho e dormir cedo, eu em Setúbal, o Rui em Aveiro, enquanto nos preparávamos para as longas distâncias do dia seguinte.
LULI
Distância remada 16,5 k
Horas na prancha 3:33 h
Local Zêzere e Oceano Atlântico
RUI
Distância pedalada 99,3 k
Horas na bike 3:11 h
De Baltar à Aveiro
Amanhã tem mais.



