4 Islands Stage 2 Rab Island


Stage 2 Tons de Rab – 65 quilómetros com 1120 de ascensão

“Esta é a etapa rápida, não tão exigente tecnicamente, com muitas singles curtos para alegrar o seu dia. Todos os tipos de terreno; como uma viagem ao redor do globo – balsa, um single pelas pedras, selva, deserto. Você pede, Rab tem.”

Alguém falou em largar com a trela?

Mal saímos do barco o diretor de prova veio falar com a gente.

A UCI sabendo que desclassificarnos não nos faria mudar de ideia adotou outra estratégia:

“Se eles não tirarem a trela penalizaremos a competição.”

O diretor nos disse rindo, e quando fizemos cara de espanto “Mas tipo a prova toda será suspensa?”

Ouvimos um “I know, I know…” Acompanhado de uma risada tão inconformada quanto a nossa.

Nunca imaginei que podíamos ter tantos super poderes; acabar com uma competição UCI não é para qualquer um!

Tirar a trela da bike não foi o único episódio da manhã. Ontem o Rui em algum daqueles downhills técnicos e cheios de pedra arrebentou com a roda de trás. Nós só reparamos hoje de manhã. Não ouve tempo para trocar ou algo assim, nós tratamos de levar conosco silver tape, abraçadeiras e  qualquer coisa que pudéssemos usar.

“Hoje o dia não é técnico!”  Bom para roda, ruim para a gente.

O percurso da ilha de Rab é para aqueles que gostam de girar; mais estradões, asfalto,  é diverso tem também singles mas exigem menos pilotagem, a superfície não é empedrada. Um dia que seria perfeito para o reboque. Buááá!

A largada do estagio é de dentro do ferry, e logo ali na entrada os comissários UCI verificavam todos os atletas. Passei por eles na torcida “UCI, UCI!”

Mas a batalha ainda não estava perdida, gritamos tanto Olaaa até conseguirmos finalmente fazer com que todo atletas levantassem a mão.  Olaaaa!

Assim foi dada a largada!

As duplas que passamos nas partes técnicas nos dias anteriores viriam com tudo atrás da gente. Hoje o dia é dos atletas de estrada.

No quilômetro 20 quando chegamos no ponto de água, passaram os espanhóis, nem sequer pararam. Os alemães chegaram em seguida e ficaram surpresos ao nos ver tranquilos sentados comendo e bebendo:

“Está tudo bem com vocês?”

Está tudo ótimo! O dia está ensolarado (dizem que a etapa na ilha de Rab sem chuva é algo inédito nas seis edições de competição) estamos com a roda ainda funcionando, e curtindo um dia na Croácia. Eu estou morta,  e com saudades das pedras, fora isso, tudo ótimo!

O Rui me empurrou boa parte do percurso. Incorporamos meu cansaço, assumimos a penúltima posição e seguimos felizes.

A beleza do dia de hoje fica no beijos da trilha com o mar, imensos zig zags numa altimetria serrote en que o “desce” é até o mar e o sobe é para as montanhas.

A vista aparecia sempre num espanto turquesa e feliz. Em baías de água cristalina e sem vento.

Foi ali no topo do último downhill já com 60 quilômetros que me emocionei mesmo. Em 2018, chovia torrencialmente nessa etapa, e essa descida final estava cinzenta.

Hoje o sol iluminava o horizonte e os “tons de Rab” da etapa de hoje foram mesmo coloridos.

Amanhã as pedras voltam. Yhaaaa!

Mas será que a roda do Rui aguenta?

Boa noite, amigos!

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2 Responses

  1. Nossa é verdade, o tempo estava uma nhaca lembro muito dessa parte.
    É óbvio que a roda do Rui aguenta.

    Boa prova amanhã, se divirtam muito e já avisa o diretor da prova que vamos faze essa prova em muitos Brasileiros e Portugueses.

    Te amo mana💗

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